Dicas de exercícios que podem melhorar a função respiratória

A fisioterapia respiratória utiliza estratégias, baseadas em técnicas em forma de exercícios para melhorar a capacidade pulmonar. Visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias que podem promover o acumulo de secreções como pneumonias, asma, gripes e resfriados ou outras doenças que não estão relacionadas ao trato respiratório mais que cursam com fraqueza muscular generalizada comprometendo também os músculos respiratórios.

Os exercícios buscam no geral a associação de inspirações profundas (o ar entrando nos pulmões) que movimentam o ar por todas as áreas pulmonares, seguidas de uma expiração forçada (o ar saindo dos pulmões) que é realizada com o trabalho muscular ativo, gerando o fortalecimento dos músculos expiratórios. Tornando assim a tosse mais eficaz e melhorando a respiração. Realizar esses exercícios além de importante, pode ser muito divertido e prazeroso.

Algumas dicas:

Assoprar a luva no copo

 

Prenda uma luva em um copo plástico, no copo faça um furo e coloque um canudo. Peça para a criança puxar o ar bem fundo e assoprar no canudo para ver o que aparece. É interessante fazer desenhos na luva.

Língua de sogra

 

Peça para a criança puxar o ar fundo e assoprar a língua de sogra e manter assoprando o máximo que conseguir.

Bolinha de sabão

Peça a criança assoprar e fazer bolas grandes, bolas pequenas ou muitas bolinhas seguidas. Trabalhando nessa atividade um maior controle da respiração.

Bolhas na agua

Em uma garrafa ou copo, coloque agua o suficiente para não transbordar. Com um canudo peça para a criança assoprar fazendo bolhas na agua o máximo que conseguir. Essa atividade também faz com que a pressão gerada dentro do pulmão pela oscilação da agua auxilie na mobilização de secreções.

Futebol com o canudo

Faça bolinhas pequenas de papel, improvise as traves do gol e comece o jogo. A criança precisa controlar o assopro para poder acertar o gol e trabalhar também os músculos inspiratório e inspiratórios.

 

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A Eletroterapia no tratamento fonoaudiológico

O termo Eletrofonoterapia refere–se ao tratamento fonoaudiológico que utiliza
de equipamentos que geram corrente elétrica e podem produzir efeitos
analgésicos, de relaxamento e contração muscular tanto para fortalecimento
como para melhora da função.
O conhecimento das funções de todo o sistema estomatognático é fundamental
para a aplicação da eletroterapia potencializando os efeitos da terapia
convencional.

O Sistema Estomatognático é uma região anátomo funcional que engloba
estruturas da cabeça, face e pescoço e que compreende estruturas ósseas,
dentárias, musculares, glandulares, nervosas e articulares, envolvidas com a
função da cavidade oral. É de sua competência as funções de sucção,
mastigação, deglutição, fonação e respiração.
Na fonoaudiologia pediátrica podemos usar a eletroestimulação no tratamento
de disfagias, disfonias, paralisia facial e apoio para terapia de fala. Ou seja
crianças com dificuldade de sugar, deglutir, mastigar, fechar a boca, controlar a
saliva, elevar a língua e emitir sons, esse recurso tem gerado bons resultados.
A forma de estimulação elétrica é usada comumente com intensidades
suficientes para induzir contração muscular e o ideal é ser aplicada ao músculo
durante o movimento funcional. Além do estímulo motor há grande estímulo
sensorial na região estimulada. A criança em idade principalmente de aquisição
de fala e evolução alimentar está criando um mapa sensorial da região intra e
perioral. Nesse sentido, estímulos elétricos potencializam a atenção sensorial
para essa região. É como se ela prestasse mais atenção à boca quando está
usando a eletroestimulação. Assim a atenção aos movimentos para a fala ou
para sugar por exemplo são feitos com mais exatidão.
O tempo de resposta para deglutição também diminui. Estímulos elétricos em
região de laringe e de língua podem proporcionar uma deglutição mais eficiente
e rápida. O que é válido para alguns casos de sialorréia e de disfagia como na
paralisia cerebral.
Para melhorar postura de boca em repouso e evitar a boca aberta por exemplo
usa-se os eletrodos em musculatura orbicular de lábios (músculos em volta da
boca) podendo associar a alguma função como sugar no canudo como na foto
por exemplo. Desta maneira a função de sugar está sendo potencializada
enquanto a musculatura trabalha. obtendo um resultado final mais preciso ao
estímulo.
O uso de eletrodos em região de face, pescoço e cavidade oral tem boa
aceitação por parte das crianças desde que seja utilizado de forma lúdica.
Não é um tratamento invasivo e não provoca dor. Algumas pessoas podem
relatar desconforto na adaptação ao estímulo. Existe a contraindicação ao uso
de eletrofonoestimulação em crianças com histórico de convulsões recorrentes.
Para indicação e uso do método procure um profissional capacitado em
http://www.eletrofonoterapia.com.br/profissionais-certificados

por Flávia ChampionTT

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