Contensão Induzida

O que é Contensão induzida?

A Terapia por Contensão Induzida (TCI) é um tratamento com abordagem comportamental para neuroreabilitação que visa promover aumento e melhora no uso do membro superior de pessoas ou crianças que tem a funcionalidade e o uso de forma assimétrica. A TCI foi criada por Edward Taub, nos Estados Unidos, e fundamentada na Teoria do Não-uso aprendido e Reorganização Cortical Uso-dependente, sendo baseada em pesquisa de neurociência do comportamento.

Porque contensão com “S”?

A contenção com C diz respeito à submissão, repressão, controle, já o termo utilizado no tratamento contensão com “S” vem de origem à grande esforço para adquirir um conhecimento ou superar uma dificuldade. O que de fato é o que a TCI tem como base para seu tratamento, induzir o paciente a enfrentar e com esforço conseguir.

Os pilares fundamentais da TCI:

  • Treino Orientado à tarefa intensivo e com repetição muitas horas/dia;
  • Treino da técnica comportamental, maneira de abordar e intervir (shaping);
  • Pacote de transferência;
  • Somado à restrição do membro superior não afetado com uso de gesso.

Em quem pode ser aplicado este tipo de intensivo?

  • Pacientes com hemiparesia;
  • AVC;
  • Crianças com Paralisia Cerebral;
  • Pacientes com sequela de Traumatismo Craniano (TCE);
  • Outras patologias do sistema nervoso central.

Em crianças, o protocolo se dá da seguinte forma:

  1. Os 4 pilares já citados acima;
  2. Adaptação das escalas de avaliação para uso pediátrico;
  3. Treino intensivo com o shaping adaptado para o membro superior afetado;
  4. 3 semanas de tratamento – totalizando 15 dias.

Diante disto, é comprovado por estudos e artigos científicos publicados que há melhora na quantidade, qualidade e espontaneidade de uso do membro superior afetado após a aplicação da TCI, também nota-se em estudos que há diminuição no diminuição no tempo de execução das tarefas e melhora na habilidade funcional e bimanual.

Seu filho negligencia algum membro? Venha fazer uma avaliação. É de extrema importância e verificação e avaliação através das escalas para observar a aplicabilidade do TCI em cada caso.

 

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Estimulação Precoce

A estimulação precoce é um conjunto de estímulos motores, cognitivos e sensoriais dado a crianças que estão dentro de uma zona de risco de atraso do desenvolvimento, como bebês prematuros ou que tiveram que permanecer no hospital por mais tempo devido a intercorrências durante ou depois do parto e as crianças com algum tipo de deficiência.

Esse programa atende Crianças de 0 a 3 anos, fase primordial para aquisição dos marcos neuropsicomotores e onde há um pico de neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando exposto a novas experiências. Esta característica única é a base para a formação de memória, aprendizagem bem como a adaptação a lesões (ex. Paralisia cerebral)
Para ajudar essas crianças na aquisição e aprimoramento de suas habilidades é necessário, na maioria dos casos, uma equipe multidisciplinar com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e Terapeuta Ocupacional.
Cada criança deve passar por uma avaliação e depois disso o profissional, traça os objetivos, a conduta terapêutica a ser seguida e faz as orientações para a família de forma que esta possa manter em casa um ambiente favorável ao desenvolvimento.
É muito importante que essas crianças recebam estímulo de qualidade e que as famílias sejam ensinadas a dar continuidade ao trabalho dos terapeutas em casa para que elas possam adequar o mais rápido possível a sua idade cronológica a sua idade motora ou, caso isso não seja possível, desenvolver ao máximo seu potencial neuropsicomotor.

por Maria Clara

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Quando devo procurar um fonoaudiólogo?

Existem alguns motivos que necessitam de avaliação e acompanhamento fonoaudiológico. E eles podem estar presentes mesmo antes da criança começar a falar as primeiras palavrinhas.

As alterações variam de acordo com a idade e o desenvolvimento de cada criança. Vale a pena consultar um fonoaudiólogo quando o bebê apresenta algumas dificuldades de alimentação/amamentação, mastigação e introdução de novos alimentos além de recusa alimentar associados ou não a algum outro atraso motor como sentar, engatinhar ou andar. Já no caso de crianças maiores, além das questões alimentares, pode haver atraso/dificuldade na fala e no modo de se comunicar, e quando maiores podem aparecer problemas na fase de alfabetização (dificuldades de leitura e escrita).

É importante ressaltar que em um desenvolvimento típico, as primeiras palavras aparecem em torno dos 12 meses. Por volta dos 2 anos já conseguem construir frases com duas palavras ou mais. É esperado que entre 4 e 5 anos todos os fonemas estejam presentes na fala, sendo que em geral os últimos fonemas instalados são o “r” de prato e o “l” de blusa, por exemplo.

Em geral pediatra, dentista e professor são os primeiros profissionais que sinalizam alguma dificuldade da criança. Mas os pais e familiares podem ficar atentos se a criança apresentar dificuldade em mamar e sugar, engolir, mastigar, soprar ou se fica com a boca muito tempo aberta, se baba muito, se não fala as palavras corretamente ou se demora para falar, se não responde aos chamados ou não percebe sons ambientes como a campainha da casa ou latidos de cachorro ou se não se interessa por brinquedos ou outras crianças por exemplo.

Caso surjam essas ou outras dúvidas, consulte um fonoaudiólogo.

 

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Fisioterapia Aquática

Atividade de memória visual

A memória visual é parte de uma grande área conhecida como habilidades perceptivas visuais. Concentra-se na capacidade de recordar a informação visual que foi vista, sendo um fator crítico para a leitura e a escrita.

Quando uma criança está escrevendo uma palavra, ela deve recordar como as partes da letra se formam. Pode ser muito frustrante para uma criança com déficit de memória visual executar uma tarefa de escrita, ortografia ou cópia de texto. Crianças com dificuldade em memória visual tem dificuldades para copiar letras, palavras e frases de um quadro ou livro.

Elas podem apresentar uma escrita muito lenta, dificuldades para formar e misturar letras ou palavras dentro de frases. Recordar as palavras que são vistas nos exercícios de leitura pode ser difícil, assim como acompanhar uma atividade de leitura, devido à dificuldade em compreender e lembrar o que foi lido. Crianças com déficits de memória visual podem demonstrar dificuldades com a formação de letras e números, e podem parecer “preguiçosas” ao apresentar um trabalho escrito.

No tratamento da Terapia Ocupacional em neuropediatria, podemos realizar diversas atividades com objetivo de aprimorar a memória visual.

Dica de atividade usando palitos de sorvete coloridos

Faça um exemplo de forma e peça para a criança copiar. Você pode graduar o nível de dificuldade da atividade deixando mais difícil, removendo o exemplo e fazendo a criança construir a forma usando apenas a memória. Pode-se oferecer assistência por meio de dicas visuais ou verbais para auxiliar na construção de formas simples.

Outra opção para dificultar um pouco mais a atividade é misturar as cores e construir as formas utilizando todas as cores. Em seguida, introduza as formas com cores padronizadas ou aleatórias. Uma vez que a criança demonstre sucesso com a cópia da forma, incentive a construção de letras e números usando os palitos.

 

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Atividades de atenção para as crianças

Manter a atenção é um grande desafio para as crianças. As distrações podem ocorrer
em casa, na comunidade, na sala de aula e por toda parte que uma criança vai! Quando a
atenção interfere na aprendizagem, no desempenho de tarefas funcionais ou cria situações
inseguras, pode se tornar um problema real.

Quando se trata de aumentar a atenção nas crianças, temos que saber que existem
alguns aspectos envolvidos: a atenção está relacionada com o funcionamento executivo, com o
processamento sensorial e com a auto-reflexão.
Há muita informação por aí sobre como lidar com os déficits de atenção das crianças. Os
pais podem ficar facilmente sobrecarregados pela quantidade de táticas e abordagens de
tratamento para melhorar a atenção.

Devemos nos lembrar que a ocupação primária de uma criança é o brincar, sendo assim,
por que não desenvolver as habilidades que elas precisam, como a atenção, através da
participação ativa em uma atividade baseada em seus interesses?

Existem no mercado diversos jogos e brinquedos que nos dão idéias e nos ajudam a
trabalhar com as crianças. Essas atividades, muitas vezes divertidas prazerosas, ajudam a
desenvolver a atenção ao mesmo tempo!
Uma coisa que se destaca quando pensamos em jogos e brinquedos que desenvolvem a
atenção é o aspecto sensorial. O uso de suportes sensoriais que reduzem a sobrecarga das
informações pode ser útil para auxiliar as crianças com dificuldades em manter a atenção.
Como exemplos de táticas e atividades para aprimorar a atenção podemos citar:

  1. Jogos de memória, que podem ser adaptados para atender aos interesses
    de cada criança, podendo ser modificados com base na capacidade ou idade;
  2. Atividades e brincadeiras que envolvem a coordenação motora grossa ao
    ar livre ou no parquinho;
  3.  Jogos de quebra-cabeças, de acordo com a idade da criança;
  4. Promover um rápido período de descanso entre as atividades realizadas
    em sala de aula;
  5. Ensinar às crianças sobre as habilidades de auto-regulação e resolução de
    problemas.

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