Dieta Sensorial

Saiba mais sobre Dieta sensorial e a sua importância 

Muitas vezes, quando mencionamos o termo “dieta sensorial”, as pessoas relacionam com comida ou uma alimentação mais saudável. Uma dieta sensorial não tem nada a ver com comida ou restrição alimentar, nem com comer de forma mais saudável!

Uma dieta sensorial é um conjunto de atividades que compõem uma estratégia sensorial, sendo apropriadas para as necessidades de um indivíduo. Estas atividades são específicas e individualizadas, programadas para o dia a dia da criança e são usadas para auxiliar na regulação dos níveis de atividade, atenção e respostas adaptativas.

As atividades da dieta sensorial são prescritas com base nas necessidades sensoriais específicas da criança. Assim como não existem duas pessoas iguais, não há duas dietas sensoriais semelhantes. Estas atividades fornecem informações sensoriais apropriadas com base nas necessidades de cada criança. Assim como uma dieta saudável consiste em uma variedade de alimentos, uma dieta sensorial engloba um conjunto de brincadeiras e atividades lúdicas, planejadas e recomendadas pelo terapeuta, contemplando os estímulos sensoriais adequados ao perfil sensorial da criança. A dieta pode combinar atividades para aumentar ou reduzir o alerta, variando de acordo com a necessidade de cada criança.

Dessa forma, entende-se que uma dieta sensorial consiste num conjunto equilibrado de informações sensoriais que permite que um indivíduo funcione no meio em que está inserido. Uma pessoa não pode sobreviver apenas com brócolis. Da mesma forma, uma criança não pode funcionar com apenas um tipo de atividade sensorial. O objetivo principal da dieta sensorial é fornecer um estímulo constante e presente na vida da criança, sendo capaz de atuar no sistema nervoso e mantê-la mais organizada.

Dietas sensoriais não servem apenas para crianças com problemas sensoriais identificados. Todos nós precisamos de uma dieta com entrada sensorial. A maioria das pessoas participa naturalmente de atos conscientes ou subconscientes que satisfazem suas necessidades específicas.

  • Pense no aluno que bate a caneta na mesa enquanto faz uma prova. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Você pode andar de um lado para o outro enquanto está no telefone. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Você pode ver uma pessoa que balança a perna enquanto assiste a um filme. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Todos nós damos um grande bocejo de vez em quando. Essa é uma estratégia sensorial.

Nossos corpos e mentes sabem, por instinto, que a variedade de entrada sensorial nos permite funcionar apropriadamente. As crianças com desenvolvimento neuro típico procuram naturalmente uma variedade de estímulos sensoriais proprioceptivos, vestibulares e táteis. Como resultado, elas são capazes de aceitar e regular outras informações sensoriais. Entretanto, algumas crianças carecem de habilidade ou apoio para realizar essas estratégias sensoriais sem intervenções.

Uma dieta sensorial precisa ser específica, considerando cuidadosamente o tempo, a frequência, a intensidade e a duração da entrada sensorial. Dietas sensoriais devem ser elaboradas por um Terapeuta Ocupacional, que avalia a criança e garante a transferência e a resposta à entrada sensorial.

Disfagia e Gastrostomia (GTT)

Leia mais sobre disfagia e saiba o que é GTT e suas indicações

Para compreender o que é a GTT e quais são suas reais indicações, é muito importante esclarecer o que é a DISFAGIA.

A disfagia é definida como QUALQUER distúrbio da deglutição (ato de engolir), podendo ocorrer em alguma parte do trato digestivo, desde a boca até o estômago.  Sua causa pode ser congênita ou adquirida após comprometimento neurológico, mecânico ou até mesmo psicogênico.  Sendo assim, é de competência do fonoaudiólogo avaliar e classificar em leve, moderada e grave, além de tratar a disfagia OROFARÍNGEA (comprometimento das duas primeiras fases da deglutição: oral e faríngea) de forma criteriosa e cautelosa, sem colocar em risco o quadro clínico do paciente, auxiliando na prevenção e redução de complicações pulmonares e/ou de nutrição e hidratação.

Deste modo, em casos onde observa-se que o paciente em questão não terá um suporte nutricional adequado por via oral em curto prazo e de forma segura; ou até mesmo o paciente que alimenta-se por via oral, mas outras complicações atreladas ao seu diagnóstico de base, prejudicam o seu estado nutricional e hídrico, é indicada a via alternativa de alimentação de longo prazo, a Gastrostomia (GTT).

Em alguns casos, a indicação pode ser feita já no período neonatal ou na primeira infância. E com isso,  podendo evitar pneumonias de repetição, o uso prolongado de sondas de suporte nutricional que podem levar ao tempo prolongado de internação hospitalar, aumentando assim, o risco de contaminações, além de complicações como obstrução, deslocamento, irritação laríngea e muito desconforto para o paciente.

Mas afinal, o que é GTT?

É um método utilizado para administração de nutrição enteral prolongada, feita por meio de uma sonda que 

chega diretamente ao estômago, em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, mas incapazes de receber aporte calórico adequado por via oral, ou somente por via oral. Ainda, pode ser recomendada como via segura e eficaz para a administração de medicamentos. Sendo assim, sua indicação adequada e aplicabilidade correta podem proporcionar MELHORA DO ESTADO NUTRICIONAL do paciente e evitar complicações.

É importante informar que pacientes com GTT podem receber alimentação por via

oral também, desde que não tenha sido contraindicado pelo Fonoaudiólogo. Além disso, vale ressaltar que a GTT não é um procedimento definitivo e, em alguns casos, havendo melhora da situação que a indicou

, a equipe multidisciplinar pode estudar a reversão da mesma.

O Fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliar e diagnosticar a disfagia, assim como definir condutas que visem à reintrodução gradativa da via oral de forma segura e eficiente, podendo favorecer a habilitação/reabilitação. Além disso, em casos onde é realmente necessário, orienta quanto a importância da GTT para este indivíduo, explicando os riscos da alimentação via oral. O Fonoaudiólogo será o profissional que irá acompanhar o paciente após a cirurgia, visando o gerenciamento da saliva e buscando uma consistência segura para manutenção do prazer da alimentação por via oral quando possível.

Aline Novaes
MSc. Fonoaudióloga
CRFa 13422-RJ  

Introdução Alimentar

Conheça a importância e confira algumas dicas que podem auxiliar no processo de introdução alimentar.

A sucção no seio materno é fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento do sistema estomatognático, preparando ossos e músculos para a mastigação e fala. Após seis meses de aleitamento materno exclusivo, inicia-se a introdução alimentar, um período de grande aprendizagem para o bebê e também, bastante desafiador para quem está envolvido. A maneira como conduzimos a mudança do aleitamento materno exclusivo para a apresentação de alimentos com diferentes consistências, pode provocar boas atitudes ou não em relação ao hábito e ao comportamento alimentar do bebê.

Tenha em mente que nos primeiros meses da introdução alimentar, o bebê precisa explorar a diversidade dos alimentos e não necessariamente focar no ato de comer. Na verdade, no início desse processo o bebê começa aprendendo a manipular os alimentos até que, usa a boca para descobrir o sabor e a textura da comida.

Por isso, algumas dicas podem auxiliar no sucesso durante a introdução alimentar.

– O bebê irá reduzindo as mamadas no seio materno gradualmente, por isso, continue oferecendo o seio, para que os sólidos o complementem, no lugar de substituí-lo. Além disso, não esqueça de oferecer água durante a comida;

– O seu bebê está participando ativamente no momento da refeição?  “Dar” comida é diferente de “oferecer”;

– Comer com o bebê e permiti-lo juntar-se à mesa familiar, é fundamental!

– O seu bebê está sentado e bem posturado enquanto experimenta a comida?

– A hora da alimentação deve ser uma experiência tranquila, agradável, divertida e sem estresse com sujeira, pois o bebê está aprendendo;

– Inicialmente, ofereça pedaços de comida fáceis de pegar (palitos grossos);

– Ofereça variedade de sabores e texturas ao longo da semana;

– Não ofereça sólidos quando ele está com fome, ele PRECISA mamar

– Não coloque comida em sua boca, deixe que o bebê tenha a iniciativa;

A introdução alimentar não é fácil, pois ela não é pontual e sim, um processo! Para dúvidas, orientação ou avaliação, procure um fonoaudiólogo!

CONHEÇA A ESPAÇO HABILITAR!

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