Alterações no desenvolvimento de linguagem no Transtorno do Espectro do Autista

A partir de maio/2013 o autismo passa a ser um Espectro (Transtorno do Espectro do Autista – TEA), que engloba uma ampla gama de níveis de funcionamento e transtornos que vão desde o autismo não-verbal (casos mais graves), até a Síndrome de Asperger, altamente verbal (casos mais leves). O TEA caracteriza-se pelos impedimentos graves e crônicos nas áreas de:

• Comunicação
• Interação social
• Comportamentos repetitivos com interesses restritos.

 

Como é muito importante o tratamento interdisciplinar o mais precoce possível, é essencial dar início as avaliações e terapias assim que houver suspeita de comportamentos atípicos na criança, mesmo que ainda não tenha sido claramente fechado o diagnóstico de TEA pelo médico e toda equipe interdisciplinar. Essa conduta, será primordial para minimizar os danos nas habilidades comportamentais, de comunicação e de socialização ocasionados pelo transtorno e um grande diferencial na qualidade de vida da criança.
A literatura aponta que a comunicação tem sido um dos elementos centrais dos quadros de TEA, principalmente no desenvolvimento de linguagem, onde alterações nos aspectos pragmáticos e paralinguísticos são esperadas, podendo ser precocemente observado no bebê pela AUSÊNCIA de:

• Contato ocular
• Jogos vocais e gestuais
• Balbucio
• Resposta aos sons
• Atenção quando é chamado pelo nome
A criança com TEA apresenta dificuldade em:

• Iniciar e manter diálogos
• Interpretar os sinais sutis da linguagem (quando o interlocutor irá finalizar uma frase, o uso de entonação da voz, prosódia, a percepção das expressões faciais que indicam sarcasmo, preocupação, ironia)
• Analisar e adequar a apresentação de uma mensagem em relação ao contexto, ao ambiente ou ao ouvinte. Além disso, essas crianças podem fazer uso de linguagem estereotipada e ecolálica, muitas vezes sem intenção comunicativa; apresentam comprometimento na compreensão da linguagem, podendo ser evidenciada por uma incapacidade de entender perguntas, piadas e metáforas, por exemplo; o componente sintático da linguagem frequentemente apresenta anormalidades na estrutura gramatical. Vale ressaltar que as habilidades comunicativas são de extrema importância para interação social e familiar e, portanto, na qualidade de vida da criança. Sendo assim, se confirma a importância da fonoaudiologia no tratamento interdisciplinar da criança com TEA.

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