Modelagem Óssea – Parte 1

Hoje quero falar um pouco sobre o impacto de como corpo é usado a maior parte do tempo e das influências desse uso na formação óssea, ou seja, sobre a influência da história de uso na formação do esqueleto.

O Desenvolvimento motor é um sistema complexo que depende do aprendizado motor, Biomecânica, cinesiologia, modelagem esquelética, adaptações fisiológicas, input sensorial, controle postural, prática e endireitamento.

Dentre estes, os principais processos são:

  • Adaptação fisiológica à história de uso dos ossos (que é o foco deste post), músculos, tecidos moles, medula espinhal, cérebro.
  • Controle postural que depende da maturação, aquisição e habilidades do SNC e influências somatosensoriais, geradores de padrão central.
  • Cinesiologia, nela está compreendida a capacidade dos músculos trabalharem em pares, os vetores de força, alinhamento articular, estratégias de recrutamento.
  • Aprendizagem Motora que acontece através da maturação do SNC, interesse no ambiente, oportunidade, prática.

 

A história de uso está ligada à interação e exposição do corpo sobre a gravidade, ao funcionamento do alinhamento articular, ou seja, em que posição as articulações estão durante o movimento, a distribuição de peso em todas as posições, input sensoriais em todas  as posições e movimentos, tanto ativos quanto passivos, aquisição do controle postural e mecanismos de uso, todos os movimentos intensionais e estratégias de recrutamento muscular. Tudo isso repetido milhares e milhares de vezes leva o sistema músculo-esqueléticos a se adaptar fisiologicamente à história de uso no campo gravitacional.

O corpo conta uma história de uso:

Segundo NordinM, Frankel VH, 2001 a modelagem esquelética é o processo pelo qual o formato e o alinhamento esquelético e articulares são definidos de acordo com a história de uso. E segundo Frost H,1986 no osso em crescimento o movimento é a principal influência de modelagem.

O esqueleto do bebê tem um formato diferente do esqueleto adulto, e é mais maleável para facilitar o nascimento. Essa maior maleabilidade se dá pela maior quantidade de água no osso. Quanto mais novos os ossos mais possibilidade de mudança óssea. Os dois primeiros anos são o período onde os ossos sofrem mais modificações, é o que chamamos de “idade de ouro” para a modelagem óssea. Com quatro anos muitas das características do formato dos ossos já estão quase maduras e aos 7 anos as mudanças quase não acontecem mais.

Levando esse conhecimento para nossa prática clínica, entende-se que até 7 anos temos a possibilidade, através de forças externas, influenciar a modelagem esquelética.

E como dentro dos atendimentos da fisioterapia pediátrica podemos influenciar nessa modelagem?

Isso vai ficar para o post da semana que vem! Nos siga nas nossas redes sociais!

 

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