Psicomotricidade

O que é a psicomotricidade? Quando escolher fisioterapia convencional ou sessões de psicomotricidade? Como funciona? Esses são questionamentos frequentes e hoje iremos esclarecer todos eles, discutir um pouco sobre a importância da psicomotricidade e sua relação com a fisioterapia.

Vamos começar definindo a Psicomotricidade:  “A psicomotricidade pode ser definida como uma ciência que tem como objeto de estudo o homem por meio de sua relação com o mundo externo e interno. Está dividida em três campos distintos: reeducação psicomotora – que visa corrigir alterações no desenvolvimento psicomotor, tais como, equilíbrio, coordenação, dispraxia; terapia psicomotora – que se refere a todos os casos nos quais a dimensão afetiva ou relacional parece dominante na instalação inicial do transtorno; educação psicomotora – que visa desenvolver, na criança, a capacidade de criar, resolver e adaptar as tarefas realizadas, sem usar a imposição como método de educação”.

“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos.” (Costa,2002)

Segundo a associação de psicomotricidade, o psicomotricista é o profissional que age na interface saúde, educação e cultura, avaliando, prevenindo, cuidando e pesquisando o indivíduo na relação com o ambiente e processos de desenvolvimento, tendo por objetivo atuar nas dimensões do esquema e da imagem corporal em conformidade com o movimento, a afetividade e a cognição.

Segundo o conselho que rege a fisioterapia, a mesma pode ser definida como: “uma ciência aplicada, cujo objetivo de estudo é o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com objetivos de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de um órgão ou sistema”. A fisioterapia objetiva restabelecer a funcionalidade motora, minimizando sequelas instaladas. O paciente e o fisioterapeuta devem aprender a lidar com novos desafios durante o processo na reabilitação pela condição limitante apresentada, portanto conceitos da psicomotricidade, como aprendizagem motora, esquema corporal, percepção sensório-motora, organização espacial, biorritmo, devem ser utilizados para traçar a conduta terapêutica.

A interação entre técnicas fisioterápicas e a psicomotricidade pode tornar o tratamento mais efetivo e significativo tanto para o paciente como para o fisioterapeuta, uma vez que apenas a utilização das técnicas fisioterápicas não permite ao profissional a observação de alguns pontos durante a avaliação e o tratamento, tais como, os aspectos afetivo e emocional, a avaliação da imagem corporal, a percepção espacial, a espontaneidade do indivíduo durante a terapia. A negligência a esses pontos pode tornar o atendimento algo desinteressante para o paciente, dificultando sua adesão ao tratamento.

A interação entre diferentes áreas de conhecimento é cada vez mais comum, já que os resultados alcançados nas experiências multidisciplinares têm demonstrado sucesso. Portanto, a associação das técnicas fisioterápicas aos conceitos das técnicas psicomotoras vem somar-se, trazendo o lúdico à terapia física e a importância de considerar o indivíduo como um todo evitando separar o corpo da mente.

Consulte-nos para uma avaliação.

Mariana Donato
Fisioterapeuta

Desenvolvimento cognitivo em crianças de 1 a 7 anos

       Cognição refere-se a um conjunto de habilidades cerebrais necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo.

O conceito de cognição, nos remete aos processos cognitivos que são desenvolvidos desde a infância até o envelhecimento. É importante ressaltar que desenvolvimento está diretamente relacionado à aprendizagem, ou seja, um não ocorre sem o outro. Tais habilidades envolvem pensamento, raciocínio, abstração, linguagem, memória, atenção, criatividade, capacidade de resolução de problemas, entre outras funções. 

 A aprendizagem é a aquisição de conhecimento e implica então na modificação do sistema nervoso. A medida que a criança percebe o mundo e interage com ele, o sistema nervoso central se mantém em constante modificação de ordem funcional buscando uma melhor adaptação ao meio, fazendo assim o desenvolvimento do processo cognitivo.

Tendo em vista a importância de estimular a criança com atividades que desempenhem melhor as habilidades cognitivas da criança, segue abaixo algumas habilidades importantes que devem ser notadas conforme as idades de 1 a 7 anos:

1 a 2 anos

  • Construir e empurrar torres de 2 a 4 cubos;
  • Colocar objetos dentro de um recipiente, seguindo instrução verbal e retira um a um;
  • Rabiscar papel;
  • Identificar algumas partes do corpo;
  • Associar objetos iguais;
  • Reconhecer figura ou pessoa conhecida;
  • Folhear livros e revistas;
  • Retirar uma vestimenta;
  • Utilizar colher/garfo;
  • Reconhecer a si em fotografia.

2 a 3 anos

  • Encontrar objetos iguais;
  • Realizar encaixes de três peças;
  • Imitar uma linha vertical e horizontal;
  • Imitar desenhando um círculo;
  • Colocar 4 contas grandes num fio;
  • Construir torre de até 6 blocos;
  • Nomear gravura do seu dia a dia;
  • Montar quebra cabeça com duas peças;
  • Dobrar papel pela metade, imitando;
  • Ter noção de cores e grandeza (grande x pequeno);
  • Fazer pareamento de 3 cores;
  • Vestir-se com supervisão;
  • Lavar e secar as mãos;
  • Escovar os dentes com ajuda;
  • Combinar forma geométrica com a figura correspondente.

3 a 4 anos

  • Montar quebra cabeça de 5 partes;
  • Construir torre de até 10/12 blocos;
  • Desenhar círculo e copia cruz;
  • Distinguir figura fundo;
  • Jogar jogos de mesa;
  • Discriminar e nomear cores, formas, tamanho e comprimento;
  • Identificar várias partes do corpo;
  • Noção de mais leve e pesado;
  • Vestir-se sozinho com pequeno auxílio.

4 a 5 anos

  • Identificar detalhes em objetos e desenhos;
  • Relacionar objetos desenhados;
  • Ter noção de comprimento e temporal;
  • Ter conceito de tamanho;
  • Identificar diferentes cores;
  • Montar quebra cabeça de 6 partes;
  • Noções de sequência lógica;
  • Desenhar quadrado e triângulo;
  • Desenhar pessoa (6 partes);
  • Cortar, pintar e colar;
  • Compreender regras simples de uma atividade;
  • Vestir-se sem auxílio;
  • Realizar laço com auxílio.

6 a 7 anos

  • Conhecer direita  e esquerda em a sua frente;
  • Perceber e combina figuras abstratas;
  • Memória visual;
  • Descrever e interpreta cores;
  • Desenhar figura simples;

Por Sofia Régis
Terapeuta Ocupacional
CREFITO 2/017552 – TO

 

Estimulação Visual

A estimulação visual é muito importante no desenvolvimento da visão da criança.

O desenvolvimento normal da visão exerce um papel de extrema importância sobre o desenvolvimento global da criança. Ele é um longo processo que envolve tanto os órgãos visuais como o corpo como um todo.

O sistema visual favorece uma rica informação do meio ambiente, fazendo com que o bebê aprenda a discriminar cores, formas, apreciar semelhanças e diferenças, parte e todo de um objeto, construindo assim sua memória visual.

Para que a criança utilize a visão de maneira funcional, ela necessita ter habilidade motora para controlar os movimentos do corpo, incluindo o movimentos dos olhos. Necessita também ter habilidades cognitivas para ser capaz de reconhecer e atender a um estímulo, bem como analisar, sintetizar e armazenar a informação visual.

No caso de crianças com deficiência visual é de extrema importância que seja realizado um programa de intervenção para que lhes sejam despertados o desejo, a curiosidade e a motivação para agir sobre o ambiente, uma vez que a ausência do estímulo visual pode comprometer o seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Sendo assim, a estimulação visual propõe um resgate do potencial visual da criança, promovendo condições para que ela estabeleça relações com o meio. O Terapeuta Ocupacional intervém através da estimulação e integração das funções visuais, fornecendo às crianças experiências sensório-motoras adequadas à exploração funcional e ao desenvolvimento global.

Dessa forma, o Terapeuta Ocupacional organiza o ambiente terapêutico ajustando a iluminação da sala, seleciona objetos e brinquedos de alto brilho e contraste, observando a qualidade e quantidade de luz que incide sobre a atividade a ser realizada.

Seu filho possui alguma questão no desenvolvimento visual? Agende já uma avaliação com uma de nossas Terapeutas Ocupacionais.

Para profissionais, gostaria de aprender mais sobre Estimulação Visual? A Espaço Habilitar oferece um curso especialmente para você! Clique aqui.

Espaço Habilitar
Rua Raul Pompéia, 12, 4º andar – Copacabana
(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br.

Por Gisele Silva – Terapeuta Ocupacional
CREFITO 2/15401-TO

Leia mais

Dieta Sensorial

Saiba mais sobre Dieta sensorial e a sua importância 

Muitas vezes, quando mencionamos o termo “dieta sensorial”, as pessoas relacionam com comida ou uma alimentação mais saudável. Uma dieta sensorial não tem nada a ver com comida ou restrição alimentar, nem com comer de forma mais saudável!

Uma dieta sensorial é um conjunto de atividades que compõem uma estratégia sensorial, sendo apropriadas para as necessidades de um indivíduo. Estas atividades são específicas e individualizadas, programadas para o dia a dia da criança e são usadas para auxiliar na regulação dos níveis de atividade, atenção e respostas adaptativas.

As atividades da dieta sensorial são prescritas com base nas necessidades sensoriais específicas da criança. Assim como não existem duas pessoas iguais, não há duas dietas sensoriais semelhantes. Estas atividades fornecem informações sensoriais apropriadas com base nas necessidades de cada criança. Assim como uma dieta saudável consiste em uma variedade de alimentos, uma dieta sensorial engloba um conjunto de brincadeiras e atividades lúdicas, planejadas e recomendadas pelo terapeuta, contemplando os estímulos sensoriais adequados ao perfil sensorial da criança. A dieta pode combinar atividades para aumentar ou reduzir o alerta, variando de acordo com a necessidade de cada criança.

Dessa forma, entende-se que uma dieta sensorial consiste num conjunto equilibrado de informações sensoriais que permite que um indivíduo funcione no meio em que está inserido. Uma pessoa não pode sobreviver apenas com brócolis. Da mesma forma, uma criança não pode funcionar com apenas um tipo de atividade sensorial. O objetivo principal da dieta sensorial é fornecer um estímulo constante e presente na vida da criança, sendo capaz de atuar no sistema nervoso e mantê-la mais organizada.

Dietas sensoriais não servem apenas para crianças com problemas sensoriais identificados. Todos nós precisamos de uma dieta com entrada sensorial. A maioria das pessoas participa naturalmente de atos conscientes ou subconscientes que satisfazem suas necessidades específicas.

  • Pense no aluno que bate a caneta na mesa enquanto faz uma prova. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Você pode andar de um lado para o outro enquanto está no telefone. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Você pode ver uma pessoa que balança a perna enquanto assiste a um filme. Essa é uma estratégia sensorial.
  • Todos nós damos um grande bocejo de vez em quando. Essa é uma estratégia sensorial.

Nossos corpos e mentes sabem, por instinto, que a variedade de entrada sensorial nos permite funcionar apropriadamente. As crianças com desenvolvimento neuro típico procuram naturalmente uma variedade de estímulos sensoriais proprioceptivos, vestibulares e táteis. Como resultado, elas são capazes de aceitar e regular outras informações sensoriais. Entretanto, algumas crianças carecem de habilidade ou apoio para realizar essas estratégias sensoriais sem intervenções.

Uma dieta sensorial precisa ser específica, considerando cuidadosamente o tempo, a frequência, a intensidade e a duração da entrada sensorial. Dietas sensoriais devem ser elaboradas por um Terapeuta Ocupacional, que avalia a criança e garante a transferência e a resposta à entrada sensorial.

Disfagia e Gastrostomia (GTT)

Leia mais sobre disfagia e saiba o que é GTT e suas indicações

Para compreender o que é a GTT e quais são suas reais indicações, é muito importante esclarecer o que é a DISFAGIA.

A disfagia é definida como QUALQUER distúrbio da deglutição (ato de engolir), podendo ocorrer em alguma parte do trato digestivo, desde a boca até o estômago.  Sua causa pode ser congênita ou adquirida após comprometimento neurológico, mecânico ou até mesmo psicogênico.  Sendo assim, é de competência do fonoaudiólogo avaliar e classificar em leve, moderada e grave, além de tratar a disfagia OROFARÍNGEA (comprometimento das duas primeiras fases da deglutição: oral e faríngea) de forma criteriosa e cautelosa, sem colocar em risco o quadro clínico do paciente, auxiliando na prevenção e redução de complicações pulmonares e/ou de nutrição e hidratação.

Deste modo, em casos onde observa-se que o paciente em questão não terá um suporte nutricional adequado por via oral em curto prazo e de forma segura; ou até mesmo o paciente que alimenta-se por via oral, mas outras complicações atreladas ao seu diagnóstico de base, prejudicam o seu estado nutricional e hídrico, é indicada a via alternativa de alimentação de longo prazo, a Gastrostomia (GTT).

Em alguns casos, a indicação pode ser feita já no período neonatal ou na primeira infância. E com isso,  podendo evitar pneumonias de repetição, o uso prolongado de sondas de suporte nutricional que podem levar ao tempo prolongado de internação hospitalar, aumentando assim, o risco de contaminações, além de complicações como obstrução, deslocamento, irritação laríngea e muito desconforto para o paciente.

Mas afinal, o que é GTT?

É um método utilizado para administração de nutrição enteral prolongada, feita por meio de uma sonda que 

chega diretamente ao estômago, em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, mas incapazes de receber aporte calórico adequado por via oral, ou somente por via oral. Ainda, pode ser recomendada como via segura e eficaz para a administração de medicamentos. Sendo assim, sua indicação adequada e aplicabilidade correta podem proporcionar MELHORA DO ESTADO NUTRICIONAL do paciente e evitar complicações.

É importante informar que pacientes com GTT podem receber alimentação por via

oral também, desde que não tenha sido contraindicado pelo Fonoaudiólogo. Além disso, vale ressaltar que a GTT não é um procedimento definitivo e, em alguns casos, havendo melhora da situação que a indicou

, a equipe multidisciplinar pode estudar a reversão da mesma.

O Fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliar e diagnosticar a disfagia, assim como definir condutas que visem à reintrodução gradativa da via oral de forma segura e eficiente, podendo favorecer a habilitação/reabilitação. Além disso, em casos onde é realmente necessário, orienta quanto a importância da GTT para este indivíduo, explicando os riscos da alimentação via oral. O Fonoaudiólogo será o profissional que irá acompanhar o paciente após a cirurgia, visando o gerenciamento da saliva e buscando uma consistência segura para manutenção do prazer da alimentação por via oral quando possível.

Aline Novaes
MSc. Fonoaudióloga
CRFa 13422-RJ  

Introdução Alimentar

Conheça a importância e confira algumas dicas que podem auxiliar no processo de introdução alimentar.

A sucção no seio materno é fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento do sistema estomatognático, preparando ossos e músculos para a mastigação e fala. Após seis meses de aleitamento materno exclusivo, inicia-se a introdução alimentar, um período de grande aprendizagem para o bebê e também, bastante desafiador para quem está envolvido. A maneira como conduzimos a mudança do aleitamento materno exclusivo para a apresentação de alimentos com diferentes consistências, pode provocar boas atitudes ou não em relação ao hábito e ao comportamento alimentar do bebê.

Tenha em mente que nos primeiros meses da introdução alimentar, o bebê precisa explorar a diversidade dos alimentos e não necessariamente focar no ato de comer. Na verdade, no início desse processo o bebê começa aprendendo a manipular os alimentos até que, usa a boca para descobrir o sabor e a textura da comida.

Por isso, algumas dicas podem auxiliar no sucesso durante a introdução alimentar.

– O bebê irá reduzindo as mamadas no seio materno gradualmente, por isso, continue oferecendo o seio, para que os sólidos o complementem, no lugar de substituí-lo. Além disso, não esqueça de oferecer água durante a comida;

– O seu bebê está participando ativamente no momento da refeição?  “Dar” comida é diferente de “oferecer”;

– Comer com o bebê e permiti-lo juntar-se à mesa familiar, é fundamental!

– O seu bebê está sentado e bem posturado enquanto experimenta a comida?

– A hora da alimentação deve ser uma experiência tranquila, agradável, divertida e sem estresse com sujeira, pois o bebê está aprendendo;

– Inicialmente, ofereça pedaços de comida fáceis de pegar (palitos grossos);

– Ofereça variedade de sabores e texturas ao longo da semana;

– Não ofereça sólidos quando ele está com fome, ele PRECISA mamar

– Não coloque comida em sua boca, deixe que o bebê tenha a iniciativa;

A introdução alimentar não é fácil, pois ela não é pontual e sim, um processo! Para dúvidas, orientação ou avaliação, procure um fonoaudiólogo!

CONHEÇA A ESPAÇO HABILITAR!

(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br
Rua Raul Pompéia, 12 – 4º andar – Copacabana

TheraTogs e o alinhamento postural

Conheça o TheraTogs, suas funções e importância para o alinhamento postural

O TheraTogs é uma roupa velcro-sensível que age como uma segunda pele e permite a colocação de faixas com fitas de silicone especialmente desenhadas para permitir o alinhamento postural do paciente. Além disso, permite a maior descarga de peso nos calcanhares, levando a melhora da marcha.

O TheraTogs vem em diversos tamanhos e a  colocação das faixas é individual e de acordo com as necessidades de cada criança. É indicado para pacientes com ataxia, hipotonia, atetose e espasticidade; fraqueza muscular e déficit de equilíbrio; alterações da marcha; desvios articulares; instabilidade articular; problemas de recrutamento muscular; déficits de integração sensorial; alterações comportamentais; assimetria postural e déficit de equilíbrio muscular.

Ao contrário de outros sistemas utilizados em diversos modelos de órteses rígidas, compostas de plásticos e metais, o sistema TheraThogs é dinâmico, sendo

fabricado por um material leve, flexível, e respirável, o qual  é utilizado sob a roupa normal.

Após o alinhamento postural, o paciente pode realizar atividades terapêuticas com melhor desempenho e resultados, entre eles destacam-se:

  • Remodelamento ósseo e articular em bebês e crianças;
  • Consciência corporal e estabilidade postural;
  • Alinhamento articular funcional;
  • Vivência sensório motora para um correto aprendizado motor em atividades diárias domiciliares e escolares;

Cabe ressaltar que o TheraTogs pode ser utilizado durante as sessões de terapias, assim como no ambiente escolar, domiciliar e nas demais atividades de vida diárias, permitindo ao usuário mais de 16 horas diárias de uso.

Estudos têm demonstrado efetiva melhora no equi  líbrio, padrão de marcha e alinhamento osteoarticular, permitindo ao usuário ganhos significativos relacionados às suas atividades de vida diárias.

Fonte: Ceneffi

CONHEÇA A ESPAÇO HABILITAR!

(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br
Rua Raul Pompéia, 12 – 4º andar – Copacabana

Comportamentos esperados em bebês de 2 e 3 meses

Confira o que se pode esperar sobre postura, expressões e o desenvolvimento do bebê de 2 a 3 meses.

 

O segundo mês do bebê…

Marco do desenvolvimento: início do SORRISO SOCIAL!

Em relação aos sistemas…

  • Visual: o campo visual ainda é restrito, porém já percebe objetos em uma distância maior (de 30-40cm). Nesta fase, o bebê irá reagir às cores e brinquedos coloridos, com luzes amarela, vermelho e laranja. Com 2 meses já desaparece o reflexo “olho de boneca”.
  • Auditivo: nesta fase, o som já é um fator para que o bebê se movimente junto à ele ou até mesmo vire em direção dele.

Em relação ao desenvolvimento motor…

Ainda em predomínio da flexão. Sua postura ainda se dá de maneira assimétrica, a cabeça dificilmente estará em linha média devido ao fato de ter influência do reflexo RTCA.  Porém já desaparecem os seguintes reflexos: marcha reflexa, “olho de boneca”, galant e de extensão cruzada.

 

  • De barriga pra cima (chamado em supino), movimentos mais amplos e variados, os pés seguem com o movimento. 
  • Já de barriga para baixo (chamado em prono), a cabeça ganha maior mobilidade, inicia o empurrar-se, maior extensão de joelho devido ao peso estar ainda na região anterior (tronco e cabeça).

Em relação ao desenvolvimento cognitivo…

  • É muito sensível ao rosto humano e já fixa a sua atenção em um rosto. O rosto dos pais, e principalmente da mãe, tem um grande poder de o acalmar.
  • Reage de forma diferente a um sorriso ou a uma gargalhada.
  • Reage com atenção e curiosidade ao mundo exterior, principalmente, aos sons.
  • Mostra interesse por determinados objetos.

Dicas: brinque com espelhos, chocalhos, coloque o bebê de prono (acordado) e deixe brinquedos à frente para estimular o alcance (pegar o objeto).

O terceiro mês do bebê…

Marco do desenvolvimento: postura simétrica.

Em relação aos sistemas…

  • Visual: inicia a coordenação olho-mão, observa as próprias mãos e brinca com o movimento das mesmas. Já mantém melhor contato visual e faz seguimento de objetos, além de aumentar o campo visual em torno de 60graus. 

Em relação ao desenvolvimento motor…

O bebê já melhora o controle de cabeça, eleva a cabeça em 45/90 graus, na linha média. 

Já possui a postura em puppy (cotovelos na linha do ombro ou na frente) e inicia a extensão dos dedos. 

Em relação ao desenvolvimento cognitivo…

  • Ganha consciência do seu próprio corpo e começa a explorar o mundo com as mãos.
  • Já responde, em vez de somente reagir, quando se fala com ele e fala mexendo o corpo, emitindo sons e sorrindo.

Dicas de brincadeiras:

  • Face da mãe, voz e barulhos, incluindo músicas;
  • Rosto humano;
  • Móbiles;
  • Fantoches e dedoches;
  • Caixas de músicas;
  • Chocalhos e objetos coloridos, macios e laváveis para levar a boca. 

Por Sofia Régis
CREFITO nº 2/017552- TO

CONHEÇA A ESPAÇO HABILITAR!

(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br
Rua Raul Pompéia, 12 – 4º andar – Copacabana

Atividades de atenção para as crianças

Manter a atenção é um grande desafio para as crianças. As distrações podem ocorrer em casa, na comunidade, na sala de aula e por toda parte que uma criança vai! Confira 5 dicas de atividades para aprimorar a atenção das crianças. Quando se trata de aumentar a atenção nas crianças, precisamos que saber que existem […]

A função ventilatória na paralisia cerebral.

Na paralisia cerebral temos uma variedade de desordens, como sensoriomotora, cognição, entre outras, mas principalmente na função respiratória, que é o que vamos falar hoje, através do artigo abaixo, do ano de 2013.

 

 

As desordens respiratórias freqüentemente resultam em hospitalização. Alguns sintomas desta disfunção são notados, como tosse pobre, problemas no clearance, fraqueza da musculatura respiratória e cifose na maioria dos casos.  Muitos estudos anteriores relatam uma associação entre os problemas respiratórios com a diminuição da mobilidade da parede torácica. Essa respiração individual de maneira pouco coordenada resulta em mudanças na capacidade ventilatória e na capacidade de respirar profundamente. Esse baixo volume pulmonar pode gerar micro atelectasias e diminuir a capacidade do pulmão de distender, fornecendo sempre esse baixo volume pulmonar.

O presente estudo comparou a função respiratória de crianças com paralisia cerebral, diplégicas e hemiplégicas espásticas, com crianças com desenvolvimento normal, o que demonstrou que as crianças com paralisia cerebral apresentam função ventilatória mais baixa, principalmete no que se refere à força expiratória, sendo as crianças diplégicas espásticas com a função piorada quando comparadas as hemiplégicas espásticas.

Tal achado pode ter referencia à baixa atividade física dessas crianças bem como a dimunuição de mobilidade do tórax, causado pela disfunção motora. Estima-se que a capacidade vital dessas crianças seja de 23 a 67% prejudicada quando comparada a valores de normalidade. Podemos levar em consideração também que as crianças com paralisia cerebral apresentam restrição na mobilidade do tórax, o que envolve o movimento articular costovertebral, o que resulta em fraqueza muscular, espasticidade e controle motor pobre. Tudo isso influencia diretamente na oxigenação dessas crianças

Outros estudos concordam que a baixa atividade física e a baixa mobilidade torácica influenciam na função ventilatória, de forma a aumentar o risco de internações hospitalares e mortalidade por infecções respiratórias, tudo isso por função prejudicada em clearance, que é resutado de fraqueza muscular, espasticdade e pobre controle de tronco

Este estudo, portanto, reforça a necessidade de darmos atenção à função ventilatória dessas crianças, através da fisioterapia respiratória, melhorando a mobilidade de tronco, força muscular, de forma a aumentar o volume pulmonar e clearance.

Para maiores informações converse com um profissional especializado.

 

Mariana Donato
Fisioterapeuta
Espaço Habilitar

Conheça a Espaço Habilitar!

(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br
Rua Raul Pompéia, 12 – 4º andar – Copacabana