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Psicomotricidade

O que é a psicomotricidade? Quando escolher fisioterapia convencional ou sessões de psicomotricidade? Como funciona? Esses são questionamentos frequentes e hoje iremos esclarecer todos eles, discutir um pouco sobre a importância da psicomotricidade e sua relação com a fisioterapia.

Vamos começar definindo a Psicomotricidade:  “A psicomotricidade pode ser definida como uma ciência que tem como objeto de estudo o homem por meio de sua relação com o mundo externo e interno. Está dividida em três campos distintos: reeducação psicomotora – que visa corrigir alterações no desenvolvimento psicomotor, tais como, equilíbrio, coordenação, dispraxia; terapia psicomotora – que se refere a todos os casos nos quais a dimensão afetiva ou relacional parece dominante na instalação inicial do transtorno; educação psicomotora – que visa desenvolver, na criança, a capacidade de criar, resolver e adaptar as tarefas realizadas, sem usar a imposição como método de educação”.

“A Psicomotricidade baseia-se em uma concepção unificada da pessoa, que inclui as interações cognitivas, sensoriomotoras e psíquicas na compreensão das capacidades de ser e de expressar-se, a partir do movimento, em um contexto psicossocial. Ela se constitui por um conjunto de conhecimentos psicológicos, fisiológicos, antropológicos e relacionais que permitem, utilizando o corpo como mediador, abordar o ato motor humano com o intento de favorecer a integração deste sujeito consigo e com o mundo dos objetos e outros sujeitos.” (Costa,2002)

Segundo a associação de psicomotricidade, o psicomotricista é o profissional que age na interface saúde, educação e cultura, avaliando, prevenindo, cuidando e pesquisando o indivíduo na relação com o ambiente e processos de desenvolvimento, tendo por objetivo atuar nas dimensões do esquema e da imagem corporal em conformidade com o movimento, a afetividade e a cognição.

Segundo o conselho que rege a fisioterapia, a mesma pode ser definida como: “uma ciência aplicada, cujo objetivo de estudo é o movimento humano em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com objetivos de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de um órgão ou sistema”. A fisioterapia objetiva restabelecer a funcionalidade motora, minimizando sequelas instaladas. O paciente e o fisioterapeuta devem aprender a lidar com novos desafios durante o processo na reabilitação pela condição limitante apresentada, portanto conceitos da psicomotricidade, como aprendizagem motora, esquema corporal, percepção sensório-motora, organização espacial, biorritmo, devem ser utilizados para traçar a conduta terapêutica.

A interação entre técnicas fisioterápicas e a psicomotricidade pode tornar o tratamento mais efetivo e significativo tanto para o paciente como para o fisioterapeuta, uma vez que apenas a utilização das técnicas fisioterápicas não permite ao profissional a observação de alguns pontos durante a avaliação e o tratamento, tais como, os aspectos afetivo e emocional, a avaliação da imagem corporal, a percepção espacial, a espontaneidade do indivíduo durante a terapia. A negligência a esses pontos pode tornar o atendimento algo desinteressante para o paciente, dificultando sua adesão ao tratamento.

A interação entre diferentes áreas de conhecimento é cada vez mais comum, já que os resultados alcançados nas experiências multidisciplinares têm demonstrado sucesso. Portanto, a associação das técnicas fisioterápicas aos conceitos das técnicas psicomotoras vem somar-se, trazendo o lúdico à terapia física e a importância de considerar o indivíduo como um todo evitando separar o corpo da mente.

Consulte-nos para uma avaliação.

Mariana Donato
Fisioterapeuta

Estimulação Visual

A estimulação visual é muito importante no desenvolvimento da visão da criança.

O desenvolvimento normal da visão exerce um papel de extrema importância sobre o desenvolvimento global da criança. Ele é um longo processo que envolve tanto os órgãos visuais como o corpo como um todo.

O sistema visual favorece uma rica informação do meio ambiente, fazendo com que o bebê aprenda a discriminar cores, formas, apreciar semelhanças e diferenças, parte e todo de um objeto, construindo assim sua memória visual.

Para que a criança utilize a visão de maneira funcional, ela necessita ter habilidade motora para controlar os movimentos do corpo, incluindo o movimentos dos olhos. Necessita também ter habilidades cognitivas para ser capaz de reconhecer e atender a um estímulo, bem como analisar, sintetizar e armazenar a informação visual.

No caso de crianças com deficiência visual é de extrema importância que seja realizado um programa de intervenção para que lhes sejam despertados o desejo, a curiosidade e a motivação para agir sobre o ambiente, uma vez que a ausência do estímulo visual pode comprometer o seu desenvolvimento neuropsicomotor.

Sendo assim, a estimulação visual propõe um resgate do potencial visual da criança, promovendo condições para que ela estabeleça relações com o meio. O Terapeuta Ocupacional intervém através da estimulação e integração das funções visuais, fornecendo às crianças experiências sensório-motoras adequadas à exploração funcional e ao desenvolvimento global.

Dessa forma, o Terapeuta Ocupacional organiza o ambiente terapêutico ajustando a iluminação da sala, seleciona objetos e brinquedos de alto brilho e contraste, observando a qualidade e quantidade de luz que incide sobre a atividade a ser realizada.

Seu filho possui alguma questão no desenvolvimento visual? Agende já uma avaliação com uma de nossas Terapeutas Ocupacionais.

Para profissionais, gostaria de aprender mais sobre Estimulação Visual? A Espaço Habilitar oferece um curso especialmente para você! Clique aqui.

Espaço Habilitar
Rua Raul Pompéia, 12, 4º andar – Copacabana
(21) 2523-0382 / (21) 98350-1761
contato@espacohabilitar.com.br.

Por Gisele Silva – Terapeuta Ocupacional
CREFITO 2/15401-TO

Leia mais

Comportamentos esperados em bebês de 2 e 3 meses

Confira o que se pode esperar sobre postura, expressões e o desenvolvimento do bebê de 2 a 3 meses.

 

O segundo mês do bebê…

Marco do desenvolvimento: início do SORRISO SOCIAL!

Em relação aos sistemas…

  • Visual: o campo visual ainda é restrito, porém já percebe objetos em uma distância maior (de 30-40cm). Nesta fase, o bebê irá reagir às cores e brinquedos coloridos, com luzes amarela, vermelho e laranja. Com 2 meses já desaparece o reflexo “olho de boneca”.
  • Auditivo: nesta fase, o som já é um fator para que o bebê se movimente junto à ele ou até mesmo vire em direção dele.

Em relação ao desenvolvimento motor…

Ainda em predomínio da flexão. Sua postura ainda se dá de maneira assimétrica, a cabeça dificilmente estará em linha média devido ao fato de ter influência do reflexo RTCA.  Porém já desaparecem os seguintes reflexos: marcha reflexa, “olho de boneca”, galant e de extensão cruzada.

 

  • De barriga pra cima (chamado em supino), movimentos mais amplos e variados, os pés seguem com o movimento. 
  • Já de barriga para baixo (chamado em prono), a cabeça ganha maior mobilidade, inicia o empurrar-se, maior extensão de joelho devido ao peso estar ainda na região anterior (tronco e cabeça).

Em relação ao desenvolvimento cognitivo…

  • É muito sensível ao rosto humano e já fixa a sua atenção em um rosto. O rosto dos pais, e principalmente da mãe, tem um grande poder de o acalmar.
  • Reage de forma diferente a um sorriso ou a uma gargalhada.
  • Reage com atenção e curiosidade ao mundo exterior, principalmente, aos sons.
  • Mostra interesse por determinados objetos.

Dicas: brinque com espelhos, chocalhos, coloque o bebê de prono (acordado) e deixe brinquedos à frente para estimular o alcance (pegar o objeto).

O terceiro mês do bebê…

Marco do desenvolvimento: postura simétrica.

Em relação aos sistemas…

  • Visual: inicia a coordenação olho-mão, observa as próprias mãos e brinca com o movimento das mesmas. Já mantém melhor contato visual e faz seguimento de objetos, além de aumentar o campo visual em torno de 60graus. 

Em relação ao desenvolvimento motor…

O bebê já melhora o controle de cabeça, eleva a cabeça em 45/90 graus, na linha média. 

Já possui a postura em puppy (cotovelos na linha do ombro ou na frente) e inicia a extensão dos dedos. 

Em relação ao desenvolvimento cognitivo…

  • Ganha consciência do seu próprio corpo e começa a explorar o mundo com as mãos.
  • Já responde, em vez de somente reagir, quando se fala com ele e fala mexendo o corpo, emitindo sons e sorrindo.

Dicas de brincadeiras:

  • Face da mãe, voz e barulhos, incluindo músicas;
  • Rosto humano;
  • Móbiles;
  • Fantoches e dedoches;
  • Caixas de músicas;
  • Chocalhos e objetos coloridos, macios e laváveis para levar a boca. 

Por Sofia Régis
CREFITO nº 2/017552- TO

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