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Desenvolvimento cognitivo em crianças de 1 a 7 anos

       Cognição refere-se a um conjunto de habilidades cerebrais necessárias para a obtenção de conhecimento sobre o mundo.

O conceito de cognição, nos remete aos processos cognitivos que são desenvolvidos desde a infância até o envelhecimento. É importante ressaltar que desenvolvimento está diretamente relacionado à aprendizagem, ou seja, um não ocorre sem o outro. Tais habilidades envolvem pensamento, raciocínio, abstração, linguagem, memória, atenção, criatividade, capacidade de resolução de problemas, entre outras funções. 

 A aprendizagem é a aquisição de conhecimento e implica então na modificação do sistema nervoso. A medida que a criança percebe o mundo e interage com ele, o sistema nervoso central se mantém em constante modificação de ordem funcional buscando uma melhor adaptação ao meio, fazendo assim o desenvolvimento do processo cognitivo.

Tendo em vista a importância de estimular a criança com atividades que desempenhem melhor as habilidades cognitivas da criança, segue abaixo algumas habilidades importantes que devem ser notadas conforme as idades de 1 a 7 anos:

1 a 2 anos

  • Construir e empurrar torres de 2 a 4 cubos;
  • Colocar objetos dentro de um recipiente, seguindo instrução verbal e retira um a um;
  • Rabiscar papel;
  • Identificar algumas partes do corpo;
  • Associar objetos iguais;
  • Reconhecer figura ou pessoa conhecida;
  • Folhear livros e revistas;
  • Retirar uma vestimenta;
  • Utilizar colher/garfo;
  • Reconhecer a si em fotografia.

2 a 3 anos

  • Encontrar objetos iguais;
  • Realizar encaixes de três peças;
  • Imitar uma linha vertical e horizontal;
  • Imitar desenhando um círculo;
  • Colocar 4 contas grandes num fio;
  • Construir torre de até 6 blocos;
  • Nomear gravura do seu dia a dia;
  • Montar quebra cabeça com duas peças;
  • Dobrar papel pela metade, imitando;
  • Ter noção de cores e grandeza (grande x pequeno);
  • Fazer pareamento de 3 cores;
  • Vestir-se com supervisão;
  • Lavar e secar as mãos;
  • Escovar os dentes com ajuda;
  • Combinar forma geométrica com a figura correspondente.

3 a 4 anos

  • Montar quebra cabeça de 5 partes;
  • Construir torre de até 10/12 blocos;
  • Desenhar círculo e copia cruz;
  • Distinguir figura fundo;
  • Jogar jogos de mesa;
  • Discriminar e nomear cores, formas, tamanho e comprimento;
  • Identificar várias partes do corpo;
  • Noção de mais leve e pesado;
  • Vestir-se sozinho com pequeno auxílio.

4 a 5 anos

  • Identificar detalhes em objetos e desenhos;
  • Relacionar objetos desenhados;
  • Ter noção de comprimento e temporal;
  • Ter conceito de tamanho;
  • Identificar diferentes cores;
  • Montar quebra cabeça de 6 partes;
  • Noções de sequência lógica;
  • Desenhar quadrado e triângulo;
  • Desenhar pessoa (6 partes);
  • Cortar, pintar e colar;
  • Compreender regras simples de uma atividade;
  • Vestir-se sem auxílio;
  • Realizar laço com auxílio.

6 a 7 anos

  • Conhecer direita  e esquerda em a sua frente;
  • Perceber e combina figuras abstratas;
  • Memória visual;
  • Descrever e interpreta cores;
  • Desenhar figura simples;

Por Sofia Régis
Terapeuta Ocupacional
CREFITO 2/017552 – TO

 

Introdução Alimentar

Conheça a importância e confira algumas dicas que podem auxiliar no processo de introdução alimentar.

A sucção no seio materno é fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento do sistema estomatognático, preparando ossos e músculos para a mastigação e fala. Após seis meses de aleitamento materno exclusivo, inicia-se a introdução alimentar, um período de grande aprendizagem para o bebê e também, bastante desafiador para quem está envolvido. A maneira como conduzimos a mudança do aleitamento materno exclusivo para a apresentação de alimentos com diferentes consistências, pode provocar boas atitudes ou não em relação ao hábito e ao comportamento alimentar do bebê.

Tenha em mente que nos primeiros meses da introdução alimentar, o bebê precisa explorar a diversidade dos alimentos e não necessariamente focar no ato de comer. Na verdade, no início desse processo o bebê começa aprendendo a manipular os alimentos até que, usa a boca para descobrir o sabor e a textura da comida.

Por isso, algumas dicas podem auxiliar no sucesso durante a introdução alimentar.

– O bebê irá reduzindo as mamadas no seio materno gradualmente, por isso, continue oferecendo o seio, para que os sólidos o complementem, no lugar de substituí-lo. Além disso, não esqueça de oferecer água durante a comida;

– O seu bebê está participando ativamente no momento da refeição?  “Dar” comida é diferente de “oferecer”;

– Comer com o bebê e permiti-lo juntar-se à mesa familiar, é fundamental!

– O seu bebê está sentado e bem posturado enquanto experimenta a comida?

– A hora da alimentação deve ser uma experiência tranquila, agradável, divertida e sem estresse com sujeira, pois o bebê está aprendendo;

– Inicialmente, ofereça pedaços de comida fáceis de pegar (palitos grossos);

– Ofereça variedade de sabores e texturas ao longo da semana;

– Não ofereça sólidos quando ele está com fome, ele PRECISA mamar

– Não coloque comida em sua boca, deixe que o bebê tenha a iniciativa;

A introdução alimentar não é fácil, pois ela não é pontual e sim, um processo! Para dúvidas, orientação ou avaliação, procure um fonoaudiólogo!

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TheraTogs e o alinhamento postural

Conheça o TheraTogs, suas funções e importância para o alinhamento postural

O TheraTogs é uma roupa velcro-sensível que age como uma segunda pele e permite a colocação de faixas com fitas de silicone especialmente desenhadas para permitir o alinhamento postural do paciente. Além disso, permite a maior descarga de peso nos calcanhares, levando a melhora da marcha.

O TheraTogs vem em diversos tamanhos e a  colocação das faixas é individual e de acordo com as necessidades de cada criança. É indicado para pacientes com ataxia, hipotonia, atetose e espasticidade; fraqueza muscular e déficit de equilíbrio; alterações da marcha; desvios articulares; instabilidade articular; problemas de recrutamento muscular; déficits de integração sensorial; alterações comportamentais; assimetria postural e déficit de equilíbrio muscular.

Ao contrário de outros sistemas utilizados em diversos modelos de órteses rígidas, compostas de plásticos e metais, o sistema TheraThogs é dinâmico, sendo

fabricado por um material leve, flexível, e respirável, o qual  é utilizado sob a roupa normal.

Após o alinhamento postural, o paciente pode realizar atividades terapêuticas com melhor desempenho e resultados, entre eles destacam-se:

  • Remodelamento ósseo e articular em bebês e crianças;
  • Consciência corporal e estabilidade postural;
  • Alinhamento articular funcional;
  • Vivência sensório motora para um correto aprendizado motor em atividades diárias domiciliares e escolares;

Cabe ressaltar que o TheraTogs pode ser utilizado durante as sessões de terapias, assim como no ambiente escolar, domiciliar e nas demais atividades de vida diárias, permitindo ao usuário mais de 16 horas diárias de uso.

Estudos têm demonstrado efetiva melhora no equi  líbrio, padrão de marcha e alinhamento osteoarticular, permitindo ao usuário ganhos significativos relacionados às suas atividades de vida diárias.

Fonte: Ceneffi

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A função ventilatória na paralisia cerebral.

Na paralisia cerebral temos uma variedade de desordens, como sensoriomotora, cognição, entre outras, mas principalmente na função respiratória, que é o que vamos falar hoje, através do artigo abaixo, do ano de 2013.

 

 

As desordens respiratórias freqüentemente resultam em hospitalização. Alguns sintomas desta disfunção são notados, como tosse pobre, problemas no clearance, fraqueza da musculatura respiratória e cifose na maioria dos casos.  Muitos estudos anteriores relatam uma associação entre os problemas respiratórios com a diminuição da mobilidade da parede torácica. Essa respiração individual de maneira pouco coordenada resulta em mudanças na capacidade ventilatória e na capacidade de respirar profundamente. Esse baixo volume pulmonar pode gerar micro atelectasias e diminuir a capacidade do pulmão de distender, fornecendo sempre esse baixo volume pulmonar.

O presente estudo comparou a função respiratória de crianças com paralisia cerebral, diplégicas e hemiplégicas espásticas, com crianças com desenvolvimento normal, o que demonstrou que as crianças com paralisia cerebral apresentam função ventilatória mais baixa, principalmete no que se refere à força expiratória, sendo as crianças diplégicas espásticas com a função piorada quando comparadas as hemiplégicas espásticas.

Tal achado pode ter referencia à baixa atividade física dessas crianças bem como a dimunuição de mobilidade do tórax, causado pela disfunção motora. Estima-se que a capacidade vital dessas crianças seja de 23 a 67% prejudicada quando comparada a valores de normalidade. Podemos levar em consideração também que as crianças com paralisia cerebral apresentam restrição na mobilidade do tórax, o que envolve o movimento articular costovertebral, o que resulta em fraqueza muscular, espasticidade e controle motor pobre. Tudo isso influencia diretamente na oxigenação dessas crianças

Outros estudos concordam que a baixa atividade física e a baixa mobilidade torácica influenciam na função ventilatória, de forma a aumentar o risco de internações hospitalares e mortalidade por infecções respiratórias, tudo isso por função prejudicada em clearance, que é resutado de fraqueza muscular, espasticdade e pobre controle de tronco

Este estudo, portanto, reforça a necessidade de darmos atenção à função ventilatória dessas crianças, através da fisioterapia respiratória, melhorando a mobilidade de tronco, força muscular, de forma a aumentar o volume pulmonar e clearance.

Para maiores informações converse com um profissional especializado.

 

Mariana Donato
Fisioterapeuta
Espaço Habilitar

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Meu filho tem atraso de linguagem?

O atraso na aquisição da linguagem pode ser compreendido como um comprometimento no curso evolutivo da aquisição da linguagem em que se observam vários fatores que podem determinar a época em que cada criança começa a falar: estimulação de modo geral e especificamente de linguagem, hereditariedade de linguagem, ritmo individual de desenvolvimento, condições afetivas, doenças e outras causas que possam afetar o tempo de aquisição.

A linguagem verbal, que tem por objetivo a comunicação e a interação interpessoal, envolve a aquisição ou domínio de vários aspectos lingüísticos, em que se inclui a fala. Assim, os distúrbios da linguagem envolvem fatores pragmático, sintaxe, morfologia, fonologia e semântico enquanto os da fala são comprometimentos que afetam a realização adequada dos sons da linguagem, ou seja, é a realização motora da linguagem.
Como citado acima, cada criança tem um ritmo, mas em geral, é importante ficarmos atentos a alguns marcos importantes do desenvolvimento da linguagem:

  • Balbucio: A produção das primeiras sílabas começam entre 6 e 7 meses, podendo acontecer antes;
  • Comunicação intencional: Pedir, protestar, interagir e compartilhar a atenção entre 8 e 10 meses;
  • Aparecimento das primeiras palavras: Entre 18 e 22 meses variando com um vocabulário de 20 a 50 palavras. Geralmente, nessa fase quem convive com a criança consegue entender o que ela está tentando dizer;
  • Inteligibilidade de fala: A criança já forma frases mais completas e deve ser entendida por terceiros com 3 anos de idade;
  • Discurso narrativo: Evidente aos 4 anos de idade, porém ainda pode cursar com algumas trocas na fala compatíveis com o período;
  • Linguagem bem estabelecida: Com 6 anos de idade.

Quando procurar um fonoaudiólogo?
Crianças com 2 anos de idade, que ainda não usam a linguagem, merecem uma atenção especial. Algumas vezes, a criança não interage com os adultos por meio da fala, mas é preciso observar como ela se comporta na convivência com outras crianças e também durante as brincadeiras. Para isso, é importante uma avaliação global das habilidades da criança, pois falar pouco nem sempre é sinal de comprometimento emocional, psíquico, motor ou físico.
Por isso, é necessário buscar a avaliação de um fonoaudiólogo para orientação e tratamento precoce, se diagnosticado alteração.

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Dica para estimular a visão do seu Bebê: Chocalho para pé e mão

Chocalhos podem parecer brinquedos muito simples para um adulto, mas eles provocam uma série de experiências sensoriais em um bebê. Ao integrar chocalhos na brincadeira diária com seu bebê, você pode promover e fortalecer as habilidades motoras do seu filho e ajudá-lo a alcançar marcos cognitivos, envolvendo sua capacidade de pensar e argumentar.

Hoje em dia existem diversos modelos de chocalhos disponíveis no mercado. Mas nesse post vamos focar no chocalho para mãos e pés.

O chocalho ou guizo mão/pé promove:

  • Coordenação olho-mão, ouvido-mão, pé-mão
  • Integração dos sentidos de visão, tato e audição
  • Desenvolvimento da visão
  • Interesse e desejo de estender o braço para tocar e pegar
  • Abertura das mãos, sua junção na linha média e o desenvolvimento da preensão e da coordenação bimanual
  • Desenvolvimento da habilidade tátil para reconhecimento de forma e textura
  • Localização de objetos pelo som
  • Fortalecimento da musculatura do pescoço e peito, desenvolvendo o controle cefálico
  • Desenvolvimento da coordenação motora, o movimento e fortalecimento das mãos, braços, pernas e corpo

Vamos aprender a fazer?

Esse tipo de chocalho é muito simples e fácil de fazer. Consiste em um par de pulseiras ou tornozeleiras de tecido onde estão presos três guizos.

 

Materiais:

  1. Uma tira de tecido de aproximadamente 20 cm (preferencialmente de cores fortes, como vermelho ou azul)
  2. Guizos
  3. Velcro para fechar

Basta costurar os guizos e o velcro na tira de tecido!

 

Como brincar:

Colocar as pulseiras nos braços do bebê para que ele ouça o som que elas produzem sempre que agitar os braços espontaneamente. Deve-se incentivar o bebê a procurar as pulseirinhas com as mãos e agarrá-las. Durante a brincadeira, pode-se deixar o bebê posicionado deitado de costas ou de lado, alternando as posições; pode-se usar a pulseirinha em uma mão ou nas duas ao mesmo tempo.

Com a tornozeleira, brincar com as pernas do bebê, levantando-as. Ajudar o bebê a colocar o pé na boca, essa ação ajuda a construção da imagem corporal e é importante para estimular o movimento dos braços, pernas e corpo.

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Neuroplasticidade

Hoje vamos falar sobre neuroplasticidade. Sempre ouvimos muito essa palavra, mas o que realmente isso significa? Para explicarmos melhor, vamos utilizar o artigo abaixo como auxílio:

O termo neuroplasticidade vem do grego “plastikos”, que significa “formar” ou “dar forma”. Neuroplasticidade se refere a mudanças estruturais e funcionais no cérebro, que são trazidas através de treino e experiências. O cérebro é o órgão criado para responder diante da experiência, dessa forma, podemos considerar  que o cérebro é dinâmico, se adaptando a mudanças que são feitas ao longo de toda a vida.

Ao nascimento, cada neurônio apresenta 7500 conexões, isso aumenta rapidamente nos primeiros 2 anos, onde as conexões são o dobro das de um adulto, pois na vida adulta temos uma questão chamada apoptose, que é a morte neuronal programada, onde as conexões não utilizadas são quebradas. Pesquisadores canadenses descreveram “ neurons that fire together, wire together”, ou seja, neurônios que disparam juntos, se conectam. Dessa forma, quando células ativam juntas, conexões são fortalecidas e preservadas. Essa preservação e força são dependentes de atividade. Experiências prévias tem grande impacto no desenvolvimento do cerebro, no comportamento, memória e aprendizado. Estudos mostram que um breve período de intensa estimulação de alta frequência aumenta a resposta subsequente dos neurônios pós-sinápticos à estimulação de baixa intensidade de neurônios pré-sinápticos, ou seja, se fizermos um período com estimulação intensa, quando diminuirmos a frequencia e duração dessa estimulação a resposta continuará sendo positiva. Como é o caso dos programas de intensivo, como Therasuit, Pediasuit, Medek por exemplo, onde fazemos cerca de 1 mês com atividades de grande intensidade, em seguida ao voltarmos para a atividade regular continuamos a notar melhora da função motora. Ao nascimento, o cérebro é muito imaturo, e na verdade, o cérebro humano não está totalmente maduro até pelo menos vinte anos após o nascimento. Além disso, durante este longo desenvolvimento, é altamente dependente, modificado e moldado pela experiência. Esta plasticidade do cérebro também é máxima durante os períodos críticos, que é um período de tempo maturacional, durante o qual alguma experiência crucial terá seu efeito máximo no desenvolvimento ou aprendizado, resultando em comportamento normal em sintonia com o ambiente particular ao qual o organismo foi exposto. Após o periodo critico, o cérebro não demonstra as mesmas habilidades de fazer grandes mudanças nas conexões neuronais. São referenciados os primeiros 3 anos como cruciais na vida de uma criança, onde as experiências sensoriais, estimulação e linguagem durante esse período determinam a mielinização e conexão neuronal, baseado no principio que se você não usa, você perde. Outro fator importante é que a mielinização aumenta e a neuroplasticidade diminui, ou seja, quanto mais velho, mais areas mielinizadas temos. Concluindo, devemos estimular nossas crianças de forma precoce, a aproveitar o período critico de intervenção. Lembrando que os períodos criticos de visão e linguagem são diferentes, são respectivamente 7 anos e 6 anos. De qualquer forma, a intervenção precoce oferece sempre o melhor resultado. Como comprovado nesse e em outros estudos, se torna cada vez mais importante a intervenção através de intensivos de tratamento para conseguirmos potencializar os resultados. Para maiores esclarecimentos, converse com um profissional especializado, tire suas dúvidas.

 

Mariana Donato

Fisioterapeuta

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O que é coordenação motora fina?

Coordenação motora quer dizer sobre a habilidade de mover os músculos de forma precisa, dando total domínio corporal. Como observá-la? Através de  atividades básicas como o brincar, o desenhar e até mesmo o engatinhar. Assim que um bebê nasce, ele passa a maior parte do tempo dormindo, o que com isso pouco socializa ou interagindo. Porém, isso vai mudando conforme o passar do tempo onde assim começa a observar mais movimentos, objetos e pessoas a sua volta.  Com isso, em alguns meses ele já será capaz de adquirir habilidades sociais, cognitivas e motoras como por exemplo: sorrir,  alcançar objetos, segurar brinquedos, lexar objeto a boca.

As habilidades motoras finas e grosseiras permitem que todos nós adultos, crianças e bebês sejam fisicamente ativos e controlemos nossos corpos. Habilidades motoras finas são o resultado de pequenos músculos desenvolvidos: músculos da mão, da palma e dos dedos, bem como os músculos que envolvem a boca e os olhos. Nossas habilidades motoras finas determinam como realizamos movimentos específicos e controlados: escrever, usar uma chave para abrir uma porta, entre outros.

Embora muitas vezes consideremos essas tarefas fáceis, o desenvolvimento das habilidades das quais essas ações dependem é crucial para o desenvolvimento do seu bebê. Um ambiente propício à prática e ao exercício repetitivo ajuda a equilibrar o sistema nervoso amadurecido do seu bebê e os músculos para garantir que as habilidades motoras finas se desenvolvam em sincronia com a maturidade emocional e física da criança. A motivação natural e a curiosidade, juntamente com o brincar e o atividades apropriados, aumentam esse processo. Um ambiente propício à prática e ao exercício repetitivo ajuda a garantir que as habilidades motoras finas se desenvolvam em sincronia com a maturidade emocional e física. O exercício repetitivo ajuda a garantir que as habilidades motoras finas se desenvolvam em sincronia com a maturidade emocional e física. Dê ao seu bebê muitas oportunidades de praticar habilidades motoras, pois ele tem um impacto significativo.

A coordenação motora fina de seu bebê se desenvolve gradualmente. Durante os três primeiros meses, o reflexo de pegar é dominante: nesse estágio, os bebês dobram os dedos e agarram qualquer objeto que se colocar em suas mãos. Ao fim do segundo ano, por outro lado, as crianças já conseguem alimentar-se sozinhas. Recém-nascidos e pequenos bebês movem as mãos e braços juntos, como se fossem um só; com o passar do tempo, eles ganham controle sobre maõs e braços, que passam a se movimentar separadamente. Nas etapas finais de desenvolvimento, a coordenação junta todas as habilidades previamente aprendidas, de modo que o bebê consegue alcançar e apanhar um objeto intencionalmente. Pense nisso: a simples habilidade de bater dois bloquinhos um contra o outro é a base de movimentos muito mais complexos, como lavar a louça, bater palmas, entre outros.

A seguir algumas atividades que devem ser observadas em casa fase de desenvolvimento:

 

2 meses/4 meses: Junta as mãos, vira a cabeça para achar quem está falando e pode tentar levantá-la. Agarra um chocalho, vira de barriga para baixo e mantém a cabeça firme quando sentada.

6 meses: Passa brinquedo de uma mão para a outra. Alcança e segura objetos. Toca os pés. Pega comida na mão e leva a boca. Levanta os braços para ir ao colo. Começa a sentar sem apoio. Eleva o tronco apoiada nas mãos. Tenta alcançar objeto pequeno.

9 meses: Gosta de objetos que possa pegar e bater usando as duas mãos. Pega dois cubos. Puxa para ficar de pé. Senta-se sozinha e sem apoio. Engatinha. Fica de pé com apoio. Já realiza a pinça polegar – dedo.

 

1-2 anos: Rabisca papel espontaneamente. Segura giz de cera com a mão toda. Pega pequenos objetos e os coloca dentro de um recipiente. Empilha blocos. Vira a página de um livro. Segura colher e tenta comer. Fica de pé sem ajuda. Aprende a andar e a correr. Sobe escadas segurando o corrimão. Inclina-se para pegar objetos e volta para a posição de pé. Arremessa bola. Faz torre de 4 cubos.

2-3 anos: Faz torres de 6 cubos. Recorta papel com tesoura. Faz traços simples com giz de cera, imita uma linha vertical. Coloca miçangas em um barbante. Arremessa bola em um alvo.

3-6 anos: Copia linhas e formas. Faz torre de 8 cubos. Pega lápis ou caneta fazendo movimento de pinça com os dedos. Escreve o nome. Corta em cima da linha do papel. Começa a cortar formas com a tesoura. Veste-se e se despe de maneira independente. Abotoa e fecha zíperes. Desenha pessoa de 6 segmentos.

 

Por,

Sofia Régis

CREFITO 2/017552 – TO

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Alterações de postura corporal e o impacto nas funções orais

Estudos apontam as inter-relações entre funções estomatognáticas (respiração, mastigação, deglutição, sucção e fonoarticulação) e postura de cabeça e tronco, evidenciando que, grande parte dos problemas encontrados nessas funções, também ocorrem devido à postura inapropriada.

A disfagia caracteriza-se por comprometimentos no mecanismo da deglutição, resultantes de alterações neurológicas ou mecânicas. A respiração e a deglutição são processos coordenados que utilizam as mesmas estruturas fisiológicas e, são fortemente dependentes de uma boa postura corporal. Em casos de comprometimento neurológico, mudanças nesses dois processos podem aumentar o risco de broncoaspiração durante alimentação.

Como exemplo de comprometimento neurológico, podemos citar a alteração de tônus encontrada em crianças com paralisia cerebral, que pode resultar em padrões anormais de postura e de movimento. A hiperextensão da cabeça nestas crianças prejudica a elevação da laringe podendo resultar em aspiração do alimento, levar a protrusão ou retração da língua além, de uma movimentação inadequada da mandíbula, esta última, causada por assimetrias na atividade muscular durante a mastigação. Do mesmo modo, a capacidade respiratória ideal depende de uma boa postura e equilíbrio muscular. Um desequilíbrio da musculatura envolvida com a respiração interfere na habilidade de elevar e expandir o tórax e maximizar a capacidade pulmonar, bem como músculos abdominais muito fracos não são capazes de gerar pressões expiratórias máximas. Sendo assim, essas adaptações interferem na respiração tanto no modo quanto no ritmo, desfavorecendo a coordenação com as demais funções estomatognáticas.

Portanto, podemos concluir que a fonoaudiologia possui um olhar global cuidadoso, a fim de promover melhor postura e mobilidade de tronco, caixa torácica e extensão correta da cabeça.  Essas são vantagens biomecânicas que beneficiam a coordenação entre os órgãos fonoarticulatórios e as funções estomatognáticas, melhorando, por exemplo, a força dos músculos responsáveis pela mastigação e, favorecendo a deglutição segura e funcional.

 

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Brain breaks: Atividades para melhorar o foco e a atenção

“Brain breaks” referem-se a uma série de atividades que podem ser utilizadas por professores em sala de aula, com o objetivo de melhorar o foco e a atenção dos alunos. Estas atividades oferecem uma ótima oportunidade para os alunos trabalharem a coordenação, flexibilidade e consciência corporal e espacial, enquanto se divertem. Além disso, também podem oferecer oportunidades para resolução de problemas, cooperação, trabalho em equipe e construção de habilidades sociais.

Estas atividades são ótimas para usar sempre que os alunos estão inquietos e estão com dificuldades para prestar atenção na aula. A maioria delas leva apenas alguns minutos e você pode voltar à aula com os alunos prontos para se concentrarem na lição.

Listamos aqui sete dicas de atividades, mas é possível encontrar muito mais na internet, inclusive, no youtube há diversos vídeos com mais dicas, basta pesquisar pelo termo “brain breaks”.

  1. 5-4-3-2-1– neste jogo simples, os alunos se levantam e o professor (ou líder) pede para eles fazerem cinco movimentos diferentes em ordem decrescente. Por exemplo, o professor pode falar: “dê cinco pulos, gire quatro vezes, pule em um pé só três vezes, caminhe ao redor da sala duas vezes, dê ao seu vizinho um high-five”. É importante dar uma pausa entre cada tarefa.

  2. Seis pontos– numere seis pontos em torno da sala, de 1-6. Peça aos alunos que escolham e se posicionem em um ponto. Escolha um aluno para jogar um dado. Todos os alunos que estiverem no número mostrado no dado devem voltar para seus lugares. Os alunos que são deixados vão para um novo local, e o dado é jogado novamente. Continue até que restem apenas alguns alunos.
  3. Festa dançante– coloque uma música animada e dance! Se possível, pode-se escurecer a sala e colocar uma luz negra, ou outro efeito especial. As crianças vão adorar!

  4. Estátua – semelhante a festa dançante, exceto que de vez em quando a música pára, e as crianças devem congelar e manter a posição em que estão até que a música comece novamente.

  5. Nomeie movimentos– os alunos ficam atrás de suas cadeiras. Um de cada vez, cada aluno diz seu nome acompanhado por um movimento especial. Por exemplo, uma criança pode dizer “Bruno!” Enquanto pula num pé só. Depois que o aluno fizer o movimento, o resto da turma diz o nome do aluno ao mesmo tempo e imita a jogada. Então é a vez do próximo aluno.

  6. Mantenha a bola – os alunos devem jogar a bola um para o outro e evitar que ela caia no chão. Adicione duas ou três bolas para ficar ainda mais divertido.

  7. Desafios físicos– desafie os alunos a fazerem algo fisicamente difícil, como ficar de pé com os braços estendidos, ou este: segure o nariz com a mão esquerda e pegue a orelha esquerda com a mão direita, e então mude rapidamente: a mão direita vai para o nariz e a mão esquerda vai para a orelha direita. Poses de Ioga também podem ser uma boa variação.

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