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Disfagia e Gastrostomia (GTT)

Leia mais sobre disfagia e saiba o que é GTT e suas indicações

Para compreender o que é a GTT e quais são suas reais indicações, é muito importante esclarecer o que é a DISFAGIA.

A disfagia é definida como QUALQUER distúrbio da deglutição (ato de engolir), podendo ocorrer em alguma parte do trato digestivo, desde a boca até o estômago.  Sua causa pode ser congênita ou adquirida após comprometimento neurológico, mecânico ou até mesmo psicogênico.  Sendo assim, é de competência do fonoaudiólogo avaliar e classificar em leve, moderada e grave, além de tratar a disfagia OROFARÍNGEA (comprometimento das duas primeiras fases da deglutição: oral e faríngea) de forma criteriosa e cautelosa, sem colocar em risco o quadro clínico do paciente, auxiliando na prevenção e redução de complicações pulmonares e/ou de nutrição e hidratação.

Deste modo, em casos onde observa-se que o paciente em questão não terá um suporte nutricional adequado por via oral em curto prazo e de forma segura; ou até mesmo o paciente que alimenta-se por via oral, mas outras complicações atreladas ao seu diagnóstico de base, prejudicam o seu estado nutricional e hídrico, é indicada a via alternativa de alimentação de longo prazo, a Gastrostomia (GTT).

Em alguns casos, a indicação pode ser feita já no período neonatal ou na primeira infância. E com isso,  podendo evitar pneumonias de repetição, o uso prolongado de sondas de suporte nutricional que podem levar ao tempo prolongado de internação hospitalar, aumentando assim, o risco de contaminações, além de complicações como obstrução, deslocamento, irritação laríngea e muito desconforto para o paciente.

Mas afinal, o que é GTT?

É um método utilizado para administração de nutrição enteral prolongada, feita por meio de uma sonda que 

chega diretamente ao estômago, em pacientes com trato gastrointestinal funcionante, mas incapazes de receber aporte calórico adequado por via oral, ou somente por via oral. Ainda, pode ser recomendada como via segura e eficaz para a administração de medicamentos. Sendo assim, sua indicação adequada e aplicabilidade correta podem proporcionar MELHORA DO ESTADO NUTRICIONAL do paciente e evitar complicações.

É importante informar que pacientes com GTT podem receber alimentação por via

oral também, desde que não tenha sido contraindicado pelo Fonoaudiólogo. Além disso, vale ressaltar que a GTT não é um procedimento definitivo e, em alguns casos, havendo melhora da situação que a indicou

, a equipe multidisciplinar pode estudar a reversão da mesma.

O Fonoaudiólogo é o profissional capacitado para avaliar e diagnosticar a disfagia, assim como definir condutas que visem à reintrodução gradativa da via oral de forma segura e eficiente, podendo favorecer a habilitação/reabilitação. Além disso, em casos onde é realmente necessário, orienta quanto a importância da GTT para este indivíduo, explicando os riscos da alimentação via oral. O Fonoaudiólogo será o profissional que irá acompanhar o paciente após a cirurgia, visando o gerenciamento da saliva e buscando uma consistência segura para manutenção do prazer da alimentação por via oral quando possível.

Aline Novaes
MSc. Fonoaudióloga
CRFa 13422-RJ  

Introdução Alimentar

Conheça a importância e confira algumas dicas que podem auxiliar no processo de introdução alimentar.

A sucção no seio materno é fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento do sistema estomatognático, preparando ossos e músculos para a mastigação e fala. Após seis meses de aleitamento materno exclusivo, inicia-se a introdução alimentar, um período de grande aprendizagem para o bebê e também, bastante desafiador para quem está envolvido. A maneira como conduzimos a mudança do aleitamento materno exclusivo para a apresentação de alimentos com diferentes consistências, pode provocar boas atitudes ou não em relação ao hábito e ao comportamento alimentar do bebê.

Tenha em mente que nos primeiros meses da introdução alimentar, o bebê precisa explorar a diversidade dos alimentos e não necessariamente focar no ato de comer. Na verdade, no início desse processo o bebê começa aprendendo a manipular os alimentos até que, usa a boca para descobrir o sabor e a textura da comida.

Por isso, algumas dicas podem auxiliar no sucesso durante a introdução alimentar.

– O bebê irá reduzindo as mamadas no seio materno gradualmente, por isso, continue oferecendo o seio, para que os sólidos o complementem, no lugar de substituí-lo. Além disso, não esqueça de oferecer água durante a comida;

– O seu bebê está participando ativamente no momento da refeição?  “Dar” comida é diferente de “oferecer”;

– Comer com o bebê e permiti-lo juntar-se à mesa familiar, é fundamental!

– O seu bebê está sentado e bem posturado enquanto experimenta a comida?

– A hora da alimentação deve ser uma experiência tranquila, agradável, divertida e sem estresse com sujeira, pois o bebê está aprendendo;

– Inicialmente, ofereça pedaços de comida fáceis de pegar (palitos grossos);

– Ofereça variedade de sabores e texturas ao longo da semana;

– Não ofereça sólidos quando ele está com fome, ele PRECISA mamar

– Não coloque comida em sua boca, deixe que o bebê tenha a iniciativa;

A introdução alimentar não é fácil, pois ela não é pontual e sim, um processo! Para dúvidas, orientação ou avaliação, procure um fonoaudiólogo!

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Estimulação Precoce

A estimulação precoce é um conjunto de estímulos motores, cognitivos e sensoriais dado a crianças que estão dentro de uma zona de risco de atraso do desenvolvimento, como bebês prematuros ou que tiveram que permanecer no hospital por mais tempo devido a intercorrências durante ou depois do parto e as crianças com algum tipo de deficiência.

Esse programa atende Crianças de 0 a 3 anos, fase primordial para aquisição dos marcos neuropsicomotores e onde há um pico de neuroplasticidade, que é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal e quando exposto a novas experiências. Esta característica única é a base para a formação de memória, aprendizagem bem como a adaptação a lesões (ex. Paralisia cerebral)
Para ajudar essas crianças na aquisição e aprimoramento de suas habilidades é necessário, na maioria dos casos, uma equipe multidisciplinar com fisioterapeuta, fonoaudiólogo e Terapeuta Ocupacional.
Cada criança deve passar por uma avaliação e depois disso o profissional, traça os objetivos, a conduta terapêutica a ser seguida e faz as orientações para a família de forma que esta possa manter em casa um ambiente favorável ao desenvolvimento.
É muito importante que essas crianças recebam estímulo de qualidade e que as famílias sejam ensinadas a dar continuidade ao trabalho dos terapeutas em casa para que elas possam adequar o mais rápido possível a sua idade cronológica a sua idade motora ou, caso isso não seja possível, desenvolver ao máximo seu potencial neuropsicomotor.

por Maria Clara

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Quando devo procurar um fonoaudiólogo?

Existem alguns motivos que necessitam de avaliação e acompanhamento fonoaudiológico. E eles podem estar presentes mesmo antes da criança começar a falar as primeiras palavrinhas.

As alterações variam de acordo com a idade e o desenvolvimento de cada criança. Vale a pena consultar um fonoaudiólogo quando o bebê apresenta algumas dificuldades de alimentação/amamentação, mastigação e introdução de novos alimentos além de recusa alimentar associados ou não a algum outro atraso motor como sentar, engatinhar ou andar. Já no caso de crianças maiores, além das questões alimentares, pode haver atraso/dificuldade na fala e no modo de se comunicar, e quando maiores podem aparecer problemas na fase de alfabetização (dificuldades de leitura e escrita).

É importante ressaltar que em um desenvolvimento típico, as primeiras palavras aparecem em torno dos 12 meses. Por volta dos 2 anos já conseguem construir frases com duas palavras ou mais. É esperado que entre 4 e 5 anos todos os fonemas estejam presentes na fala, sendo que em geral os últimos fonemas instalados são o “r” de prato e o “l” de blusa, por exemplo.

Em geral pediatra, dentista e professor são os primeiros profissionais que sinalizam alguma dificuldade da criança. Mas os pais e familiares podem ficar atentos se a criança apresentar dificuldade em mamar e sugar, engolir, mastigar, soprar ou se fica com a boca muito tempo aberta, se baba muito, se não fala as palavras corretamente ou se demora para falar, se não responde aos chamados ou não percebe sons ambientes como a campainha da casa ou latidos de cachorro ou se não se interessa por brinquedos ou outras crianças por exemplo.

Caso surjam essas ou outras dúvidas, consulte um fonoaudiólogo.

 

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Lavagem de nariz com soro fisiológico

Estamos chegando na época do ano onde os casos de gripes e resfriados aumentam e chegam
acompanhadas daquele acumulo de secreção e coriza.

Existem muitas teorias em relação a lavagem do nariz, mas o que se sabe é que ela ajuda na
eliminação dos vírus e das impurezas que ficam acumulando durante o dia. É capaz evitar
complicações maiores que acontecem devido ao acumulo de secreção, como otites e
pneumonias.
Podemos utilizar 3,5 e 10 ml em cada narina por vez, não sendo o volume a questão mais
importante pois esse processo pode ser repedido por diversas vezes. A pressão exercida ne
seringa deve ser leve e continua evitando aquele jato forte e desagradável. O ideal é que a
criança seja posicionada sentada para minimizar o desconforto.
O soro fisiológico deve ser conservado na geladeira e tem validade média de 15 dias após a
abertura. Não existe nenhum problema na utilização no soro ainda gelada, porém pode ser
desconfortável, então pode-se reservar a quantidade para aquela lavagem em um potinho ou
já na seringa fora da geladeira até se adequar a temperatura ambiente. Existe a venda de
ampolas de soro individuas de 5 e 10 ml nas farmácias facilitando esse procedimento.
Não existe nenhuma relação comprovada entre a lavagem nasal com soro fisiológico e a
presença de otites. Sendo a otite uma complicação comum dos resfriados podendo então não
ter relação com soro.
Se mesmo com a limpeza e os cuidados médicos persistirem o acumulo de secreção procure
um fisioterapeuta respiratório que é profissional capacitado para utilizar técnicas que
favorecem a mobilização e expectoração dessa secreção, melhorando assim a função
respiratória e evitando possíveis complicações.

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Alterações no desenvolvimento de linguagem no Transtorno do Espectro do Autista

A partir de maio/2013 o autismo passa a ser um Espectro (Transtorno do Espectro do Autista – TEA), que engloba uma ampla gama de níveis de funcionamento e transtornos que vão desde o autismo não-verbal (casos mais graves), até a Síndrome de Asperger, altamente verbal (casos mais leves). O TEA caracteriza-se pelos impedimentos graves e crônicos nas áreas de:

• Comunicação
• Interação social
• Comportamentos repetitivos com interesses restritos.

 

Como é muito importante o tratamento interdisciplinar o mais precoce possível, é essencial dar início as avaliações e terapias assim que houver suspeita de comportamentos atípicos na criança, mesmo que ainda não tenha sido claramente fechado o diagnóstico de TEA pelo médico e toda equipe interdisciplinar. Essa conduta, será primordial para minimizar os danos nas habilidades comportamentais, de comunicação e de socialização ocasionados pelo transtorno e um grande diferencial na qualidade de vida da criança.
A literatura aponta que a comunicação tem sido um dos elementos centrais dos quadros de TEA, principalmente no desenvolvimento de linguagem, onde alterações nos aspectos pragmáticos e paralinguísticos são esperadas, podendo ser precocemente observado no bebê pela AUSÊNCIA de:

• Contato ocular
• Jogos vocais e gestuais
• Balbucio
• Resposta aos sons
• Atenção quando é chamado pelo nome
A criança com TEA apresenta dificuldade em:

• Iniciar e manter diálogos
• Interpretar os sinais sutis da linguagem (quando o interlocutor irá finalizar uma frase, o uso de entonação da voz, prosódia, a percepção das expressões faciais que indicam sarcasmo, preocupação, ironia)
• Analisar e adequar a apresentação de uma mensagem em relação ao contexto, ao ambiente ou ao ouvinte. Além disso, essas crianças podem fazer uso de linguagem estereotipada e ecolálica, muitas vezes sem intenção comunicativa; apresentam comprometimento na compreensão da linguagem, podendo ser evidenciada por uma incapacidade de entender perguntas, piadas e metáforas, por exemplo; o componente sintático da linguagem frequentemente apresenta anormalidades na estrutura gramatical. Vale ressaltar que as habilidades comunicativas são de extrema importância para interação social e familiar e, portanto, na qualidade de vida da criança. Sendo assim, se confirma a importância da fonoaudiologia no tratamento interdisciplinar da criança com TEA.

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