4 Dicas de recursos para estimulação visual em bebês com baixa visão

Estudos apontam que existe uma significativa incidência de problemas visuais em crianças com desordens motoras, como a Paralisia Cerebral. Tais problemas podem gerar sérias consequências e prejuízos funcionais, especialmente visomotores.

Dentre os problemas visuais mais comuns, podemos citar: estrabismo,
nistagmo, erros de refração (miopia, astigmatismo, hipermetropia), diminuição da acuidade visual, perda de campo visual, atrofia óptica, anormalidades da retina e etc.

Em crianças com Paralisia Cerebral, é comum encontrarmos também, a
presença de padrões posturais assimétricos, comprometendo as funções visuais, especialmente no que se refere à função binocular. A postura assimétrica da cabeça e dos membros pode levar à assimetria dos olhos, ocasionando perda de campo visual à medida em que a criança faz fixação monocular dentro do campo visual periférico.
Considera-se muito importante que os problemas visuais sejam detectados
precocemente, uma vez que o melhor período de plasticidade (capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e moldar-se a nível estrutural e funcional ao longo do desenvolvimento neuronal) ocorre durante os primeiros 24 meses de vida.
Ou seja, quanto mais cedo esses problemas forem detectados, mais cedo iniciará a intervenção e, consequentemente, será possível obter uma melhora funcional mais significativa.

O Terapeuta Ocupacional é o profissional responsável para realizar a
avaliação funcional da visão e, a partir dos dados obtidos, irá elaborar um plano de intervenção individualizado para cada criança.

Confira abaixo alguns recursos super simples, mas que fazem toda a
diferença quando pensamos em estimulação visual de bebês.

  1.  Móbiles: A função do móbile é estimular os bebês com o movimento,
    cores, formas e músicas. Existem muitas opções no mercado, mas também é
    possível confeccioná-los utilizando materiais como feltro e tecido, por exemplo.
    Para bebê com déficits visuais, o ideal é que os móbiles tenham padrões de alto
    contraste (preto e branco, vermelho e branco, azul marinho e preto, etc), pois
    chamam mais a atenção dos bebês.
  2. Guizo pé-mão: promove a coordenação olho-mão, ouvido-mão, pé-mão; integração dos sentidos de visão, tato e audição; desenvolvimento da visão; interesse e desejo de estender o braço para tocar e pegar. Também existem inúmeras opções no mercado, sendo possível também confeccioná-los em casa.
  3. Livro sensorial ou quiet book:confeccionado com feltro e tecido, além de estimular as habilidades visuais, também promove a estimulação tátil através de diferentes texturas. No mercado existem opções mais elaboradas, com estímulos sonoros, espelho para auto-descoberta, etc.
  4. Tapete de alto contraste:confeccionado em tecido macio e acolchoado, com cores contrastantes, com desenhos e formas como listras, círculos, bolas, xadrez etc. As formas podem estar em relevo. A criança pode ser posicionada de barriga para baixo, com o peito sob um rolinho. Desta forma, o peito e a cabeça ficam em posição elevada, e os braços e as mãos ficam livres para explorar. Deve-se estimular o bebê a brincar e a olhar as formas e desenhos do tapetinho, podendo também, colocar alguns brinquedos um pouco distanciados para que o bebê tente alcançá-los.*Imagem retirada do livro: O brincar é para todos.

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