Hipotonia muscular é um nome bastante repetido no meio médico e terapêutico. Mas do que se trata?
É a nomenclatura para descrever a tensão leve dos músculos em estado de repouso que ajuda a manter a postura corporal para cada movimento

A diminuição do tônus muscular é a principal característica da hipotonia: os bebês nascem mais “molinhos” e há frouxidão dos ligamentos (juntas flexíveis). Por isso, o bebê tende a manter uma postura mais relaxada, já que seus músculos são menos tensionados e as articulações são mais frouxas e produzir menos movimentos.

Por conta da diminuição dos movimentos muitas vezes os marcos motores e de desenvolvimento global, que são as atividades esperadas para a idade não são alcançadas, levando a um atraso global do desenvolvimento.

A hipotonia muscular é muito comumente associada a alterações genéticas em geral como síndromes (a síndrome de Down talvez seja a mais conhecida) variadas,  patologias musculares como distrofias ou em lesões do sistema nervoso central como a paralisia cerebral.
A hipotonia pode ocorrer de maneira “benigna”  o que significa de maneira transitória, sem que se encontre motivo patológico. Os marcos motores se alteram mas se recuperam com estimulação precoce.
A fisioterapia motora, com profissional especializado em neurodesenvolvimento, pode colaborar especificamente para o desenvolvimento motor da criança, ajudando-a se movimentar de maneira correta e no fortalecimento físico. No entanto, ressaltamos que o bebê só deve iniciar a atividade após autorização do médico que o acompanha. No caso de crianças com síndrome de Down que nascem com algum tipo de cardiopatia grave, por exemplo, qualquer exercício é contraindicado até que o problema seja tratado.

A participação dos pais e familiares nesta fisioterapia é fundamental, tanto no sentido de troca com o terapeuta – os pais poderão explicar melhor o contexto em que a criança vive, bem como relatar seu desenvolvimento – como para garantir a continuidade desta terapia em casa, no dia a dia, incluída na rotina doméstica.

O bebê pode começar a fisioterapia motora desde o nascimento para que, com os exercícios, consiga sustentar o pescoço, rolar, sentar-se, arrastar-se, engatinhar, ficar em pé e andar, minimizando os efeitos da hipotonia.
Nos primeiros seis meses de vida, as atividades propostas na fisioterapia pediátrica são chamadas de estimulação precoce, pois devem começar já desde o nascimento. A fisioterapia motora pode facilitar o desenvolvimento motor do bebê por meio de exercícios e em casa. Desde que orientados por um profissional qualificado na área da neuropediatria, os pais também podem ajudar.

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