Integração Sensorial

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Em busca de uma maior compreensão sobre a relação entre as sensações corporais, os mecanismos cerebrais e a aprendizagem, a terapeuta ocupacional Jean Ayres desenvolveu no final dos anos 50 e inicio dos anos 60 a Teoria da Integração Sensorial

Segundo Ayres (1972), a integração sensorial se caracteriza por um processo neurológico que organiza as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do corpo neste. Ayres sugere que, a criança com déficits motores e problemas de integração sensorial de fundo pode ser tratada, influenciando a integração neurofisiológica através do controle do comportamento sensório motor.

Nesta teoria é enfatizado que os déficits motores vistos na criança com distúrbio de aprendizagem e disfunções de integração sensorial são resultados de problemas no processamento de impulsos sensoriais.

A Teoria de Integração Sensorial também pode ser encontrada com outra terminologia: processamento sensorial. O processamento sensorial é definido como a habilidade do sistema nervoso central de absorver, processar e organizar respostas adequadas às informações trazidas pelos sentidos. Miller et al  (2007) propuseram a utilização do termo integração sensorial quando relacionado à teoria e à intervenção terapêutica, sendo o termo processamento sensorial voltado para o diagnóstico.

Figura 1 – Classificação do transtorno do processamento sensorial, segundo Miller et al.

Quando o terapeuta ocupacional utiliza a teoria de integração sensorial em sua intervenção, esperasse que ocorra um aumento do processamento e da organização sensorial pelo Sistema Nervoso, possibilitando uma melhora do desempenho ocupacional. Esta pode ser manifestada por habilidades motoras, aprendizado acadêmico, linguagem, atividades diárias e habilidades sociais e pessoais.

Portanto, a terapia de integração sensorial busca integrar todos os sistemas sensoriais (visual, auditivo, gustativos, olfativo, tátil, vestibular e proprioceptivo) gerando respostas adaptativas como movimento, coordenação, linguagem, estabilidade emocional, concentração, organização, atividade proposital, capacidade para pensamento abstrato e raciocínio e aprendizagem acadêmica.

As crianças diagnosticadas com transtornos de modulação sensorial podem apresentar dificuldade em regular grau, intensidade e natureza das respostas aos estímulos sensoriais e podem ser classificados em:

  • Hiporesponsividade sensorial: caracterizado por reações diminuídas aos estímulos do ambiente como por exemplo for, movimentos e cheiros;
  • Hiperresponsividade sensorial: caracterizado por apresentar respostas exacerbadas ao estímulos ofertados apresentando respostas aversivas ou intolerância aos mesmos.
  • Busca sensorial: é aquela criança que está sempre à procura de estímulos intensos, parece não ter medo de nada e esta sempre se aventurando.

Também há os transtornos motores com base sensorial. As crianças que apresentam este transtorno apresentam dificuldades em integras as informações do próprio corpo e movimentar-se de maneira eficaz no ambiente, podendo apresentar:

  • distúrbio postural
  • dispraxia