A função ventilatória na paralisia cerebral.

Na paralisia cerebral temos uma variedade de desordens, como sensoriomotora, cognição, entre outras, mas principalmente na função respiratória, que é o que vamos falar hoje, através do artigo abaixo, do ano de 2013.

 

 

As desordens respiratórias freqüentemente resultam em hospitalização. Alguns sintomas desta disfunção são notados, como tosse pobre, problemas no clearance, fraqueza da musculatura respiratória e cifose na maioria dos casos.  Muitos estudos anteriores relatam uma associação entre os problemas respiratórios com a diminuição da mobilidade da parede torácica. Essa respiração individual de maneira pouco coordenada resulta em mudanças na capacidade ventilatória e na capacidade de respirar profundamente. Esse baixo volume pulmonar pode gerar micro atelectasias e diminuir a capacidade do pulmão de distender, fornecendo sempre esse baixo volume pulmonar.

O presente estudo comparou a função respiratória de crianças com paralisia cerebral, diplégicas e hemiplégicas espásticas, com crianças com desenvolvimento normal, o que demonstrou que as crianças com paralisia cerebral apresentam função ventilatória mais baixa, principalmete no que se refere à força expiratória, sendo as crianças diplégicas espásticas com a função piorada quando comparadas as hemiplégicas espásticas.

Tal achado pode ter referencia à baixa atividade física dessas crianças bem como a dimunuição de mobilidade do tórax, causado pela disfunção motora. Estima-se que a capacidade vital dessas crianças seja de 23 a 67% prejudicada quando comparada a valores de normalidade. Podemos levar em consideração também que as crianças com paralisia cerebral apresentam restrição na mobilidade do tórax, o que envolve o movimento articular costovertebral, o que resulta em fraqueza muscular, espasticidade e controle motor pobre. Tudo isso influencia diretamente na oxigenação dessas crianças

Outros estudos concordam que a baixa atividade física e a baixa mobilidade torácica influenciam na função ventilatória, de forma a aumentar o risco de internações hospitalares e mortalidade por infecções respiratórias, tudo isso por função prejudicada em clearance, que é resutado de fraqueza muscular, espasticdade e pobre controle de tronco

Este estudo, portanto, reforça a necessidade de darmos atenção à função ventilatória dessas crianças, através da fisioterapia respiratória, melhorando a mobilidade de tronco, força muscular, de forma a aumentar o volume pulmonar e clearance.

Para maiores informações converse com um profissional especializado.

 

Mariana Donato
Fisioterapeuta
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